O dia 25 de março é extremamente importante para os gregos que estão na Grécia e espalhados nos 4 cantos da terra, pois trata-se da data que é considerada um marco na guerra grega que tanto buscou a independência contra o domínio turco otomano opressivo por 400 anos sobre esse pequeno país dos Bálcãs, mas rico em #História, a Grécia. Seria o equivalente ao 7 de setembro do Brasil, só que em contexto histórico totalmente diferente. 

A guerra da independência grega também ficou sendo chamada de revolução grega, que foi protagonizada por decididos revolucionários, principalmente entre os anos de 1821 e 1832. Vale frisar de que posteriormente, a Rússia, o Reino Unido e a França auxiliaram os gregos a enfrentar o despótico Império Otomano turco, sendo que esse último na ocasião recebeu o apoio dos seus vassalos do Egito e também da Albânia e Tunísia.

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Logo após a derrubada do Império Bizantino pelos turcos em 1453, toda a Grécia ruiu debaixo do violento jugo dos otomanos. Paralelamente à escravidão, o povo grego sempre conservou aceso os ideais de liberdade, provocando rotineiras revoltas na tentativa de recuperar a identidade de sua nação. No ano de 1814 foi criada uma organização secreta chamada de Filikí Etaireía (Sociedade dos Amigos), com o único foco de libertar a Grécia. A Filikí Etaireía planejava revoltas no Peloponeso (região sul da Grécia) e também nos principados otomanos existentes no Danúbio e Constantinopla. 

A 1.ª de muitas rebeliões teve início em 06 de março de 1821 no Danúbio; entretanto, logo foi subjugada pelos turcos otomanos. Esse evento mais ao norte da Grécia influenciou os gregos do Peloponeso ou do sul, a entrar em ação em 17/03/1821, onde os maniotas (habitantes de Mani) declararam guerra aos turcos.

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Já no final do mesmo mês de março, todo o sul grego havia se revoltado contra a Turquia e em outubro, ainda em 1821, Theodoros Kolokotronis, liderou os gregos na conquista da cidade de Trípoli. 

A revolta específica do Peloponeso incendiou outras regiões da Grécia a seguir o mesmo caminho, tais como: Creta, Macedônia e a Grécia Central, que seriam reprimidas com muito sangue posteriormente. A improvisada Marinha grega lançou-se com destemor no mar Egeu e conseguiu impedir com sucesso o recebimento dos reforços turcos encaminhados pelo mar. 

Nesse meio tempo, o sultão otomano fez arranjos com Mehmet Ali, do Egito, que enviou o seu próprio filho, Ibrahim Pasha, à Grécia, com todo um exército para sufocar a revolta grega e usurpando em troca territórios gregos. O mercenário Ibrahim chegou no Peloponeso em 02/1825 e no final do mesmo ano, a maior parte do Peloponeso já estava nas mãos dos egípcios, tendo a cidade de Missolonghi como um baluarte da resistência grega – essa havia sido sitiada pelos turcos desde de 04/1825 e finalmente caiu em 04/1826.

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Pouco tempo depois, Ibrahim perdeu a batalha em Mani; porém, ele conseguiu retomar o Peloponeso e também a maior cidade do país, Atenas. Com passar do tempo, 3 grandes potências europeias, a Rússia, o Reino Unido e a França, resolveram se posicionar do lado da Grécia e enviaram as suas marinhas ao Egeu, o que contribuiu para a destruição da frota otomana–egípcia. 

Gregos e franceses expedicionários limparam o Peloponeso dos turcos, reconquistando a Grécia Central em 1828. Após anos de negociações diplomáticas, a Grécia foi finalmente reconhecida como uma nação livre em maio de 1832. O Estado grego moderno instituiu o dia 25 de março como o dia nacional oficial. #Europa #Guerra Civil