A chanceler alemã Angela Merkel - no poder desde 2005 - encontra-se em uma situação complicada para tentar se perpetuar no poder em 2017. Nas eleições regionais realizadas neste domingo, dia 13 de março, o Partido Cristão Democrata (CDU), da principal líder da potência europeia, acabou sendo derrotado em dois dos três distritos que foram às urnas. Para piorar o cenário, em Saxony-Anhalt, na antiga Alemanha Oriental, o CDU ganhou com pequena margem sobre o Alternativa para a Alemanha (AfD).

O resultado das eleições estaduais era esperado por conta da rejeição dos alemães sobre a política de imigração de Angela Merkel. Após a chanceler abrir as fronteiras para que refugiados de guerras civis pudessem entrar na Alemanha, em meados de 2015, ela viu sua popularidade despencar entre o eleitorado.

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Muitos questionam a possibilidade de o país ter condições de abrigar tantos imigrantes - já são mais de um milhão de pessoas acolhidas pelo regime de Merkel.

Agora, a chanceler terá de lidar com o resultado negativo das eleições regionais para buscar uma reação dentro do parlamento. O partido anti-imigração, com muito enfoque no nacionalismo, já detém 5 em 16 dos parlamentos regionais. Slogans radicais como “Assegurem as fronteiras” e “Parem o caos dos asilos políticos” ecoam pela Alemanha e adjacências, na Áustria e outras nações que já não pretendem abrigar imigrantes clandestinos.

O resultado das eleições foi desastroso para Merkel ao se avaliar a nova estratégia da chanceler. Depois de abrir as fronteiras no ano passado, agora ela tenta costurar um acordo entre a União Europeia e a Turquia para barrar a entrada de mais imigrantes no continente europeu.

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Os turcos já receberam diversos aportes financeiros e facilidades diplomáticas para fortalecerem suas fronteiras, mas ainda neste domingo foram surpreendidos por um ataque terrorista na capital Ancara.

A Turquia tem sido a principal porta de entrada para imigrantes clandestinos, sendo que alguns deles têm como propósito disseminar o terrorismo entre os europeus. A rota do Mar Egeu e do Mar Mediterrâneo têm sido as mais utilizadas por milhares de pessoas desesperadas, que fogem através da Turquia. Muitas vezes, entretanto, a aventura transforma-se em tragédia, com naufrágios ou a recondução dos mesmos para seus respectivos países de origem. #Governo #União Europeia #Crise migratória