A atriz Angelina Jolie permanece visitando países e áreas de conflito que atravessam momentos de tensão com a crise de refugiados e imigrantes clandestinos. Nesta quinta-feira, dia 17 de março, a musa norte-americana está na ilha de Lesbos, na Grécia, para prestar ajuda humanitária aos grupos de pessoas que deixam seus países de origem, em busca de uma vida melhor em território europeu.

Como embaixadora da boa vontade do Alto Comissariado da ONU (Organização das Nações Unidas) para os Refugiados (Acnur), Angelina Jolie esteve presente no centro de imigrantes de Moria e Kara Tepe, em seu segundo dia de visita na Grécia. A ilha é um dos pontos de acesso para os refugiados, que utilizam a rota do Mar Egeu e do Mar Mediterrâneo para atingir o continente europeu.

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Na quarta-feira, a atriz esteve em Pireo, próximo da Macedônia, onde existe uma perspectiva - ainda que remota - de que as fronteiras sejam abertas.

Angelina Jolie aproveitou sua passagem pela Grécia para se reunir com Alexis Tsipras, primeiro-ministro grego, e principal autoridade política do país. O Premier, em comunicado breve à imprensa local, comentou o teor da conversa que teve com a estrela hollywoodiana. "A situação é muito difícil, especialmente na fronteira norte. Sei que a senhora visitou os centros de recepção no Pireo. A situação é melhor lá", pontuou Tsipras na visita, sobre a #Crise migratória.

O alto fluxo de imigrantes clandestinos e refugiados que tentam alcançar a Europa através da Grécia e da Itália fizeram com que a #União Europeia intervisse na situação. A organização se propôs a colaborar financeiramente com a Turquia - principal ponto de partida dos imigrantes - para que eles voltem para suas casas.

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A medida foi contestada por Jolie e por outras autoridades, já que as guerras civis em parte do norte da África e do Oriente Médio estão dizimando povoados e cidades inteiros.

Na última terça-feira (15), Angelina Jolie esteve na Líbia, também como embaixadora da boa vontade do Alto Comissariado da ONU. A data marcou o dia do triste aniversário da guerra civil na Síria, que já completou cinco anos. O presidente e ditador Bashar al-Assad tenta se manter no poder, lutando contra rebeldes contrários ao regime, e também diante de terroristas do Estado Islâmico, que avançam firme pela região. Os Estados Unidos e a Rússia costuraram um acordo de cessar-fogo, não respeitado pelo governo sírio, tampouco por rebeldes e militantes do #Estado Islâmico.