Apesar de não estar muito nos holofotes de Hollywood nos últimos meses, a atriz Angelina Jolie segue em ação como embaixadora da boa vontade do Alto Comissariado da ONU (Organização das Nações Unidas) para os #Refugiados (Acnur). Nesta terça-feira, dia 15 de março, a estrela norte-americana fez um pronunciamento no Líbano e pediu aos países europeus para que apresentem mais soluções práticas sobre a questão dos imigrantes e refugiados.

Angelina Jolie se manifestou em uma região ao leste da Líbia, e comentou que ficaria contente de ver os sírios voltando para a casa em segurança no dia de hoje, no triste aniversário de guerra civil que a nação atravessa.

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Já são cinco anos de conflito na Síria, país dominado pela ditadura de Bashar al-Assad, e que sofre com o avanço do Estado Islâmico e de outros grupos terroristas. Na segunda-feira (14), a Rússia anunciou que iria iniciar a retirada de suas tropas na região, como parte do acordo de cessar-fogo.

Sempre muito presente em questões sobre políticas humanitárias, Jolie concedeu entrevista coletiva na província de Beeka. "Vi nesta visita quão desesperadora é a luta destas famílias para sobreviver", lamentou a atriz, sobre a situação deplorável vivida por milhares de sírios refugiados no país vizinho. Ela citou que viu inúmeras famílias vivendo em "shoppings abandonados ou em acampamentos improvisados".

Potências na mira de Jolie

A embaixadora da ONU não poupou as potências europeias, que adotaram a política de fechar suas fronteiras para conter a onda de imigrantes clandestinos, que se deslocam desde o norte da África até o parte do Oriente Médio.

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Jolie pontuou que os dirigentes precisam realizar "algo mais do que simplesmente proteger suas fronteiras ou prestar mais ajuda, devem tomar decisões para garantir que não haja uma crise maior de refugiados no futuro".

Enfática, ao ser questionada pelos jornalistas presentes na coletiva, a atriz deixou clara sua posição sobre o impasse sobre o conflito. "Não podemos melhorar esta realidade com respostas parciais, respondendo a algumas crises e não a outras, como por exemplo excluindo aos refugiados afegãos, pois o resultado seria mais caos, injustiça e insegurança, e por último, mais conflitos e mais deslocados", pontuou Jolie.

O acordo de cessar-fogo, costurado entre os Estados Unidos e a Rússia, não tem surtido os efeitos esperados segundo relatórios da ONU. Os #EUA continuam com ações militares em solo sírio, ao passo que os russos deram início a retirada gradativa de suas tropas nesta terça-feira, após anúncio do presidente Vladimir Putin. Porém, enquanto o alvo norte-americano é acabar com o regime de Bashar al-Assad e combater os terroristas, principalmente os do Estado Islâmico, a Rússia vinha sendo criticada por atacar rebeldes contrários ao ditador, criando um impasse na coalizão. #Crise migratória