O parlamentar britânico disse textualmente em uma entrevista recente a um canal de televisão inglês o seguinte: "a Rússia assumiu o risco de intervir no conflito sírio. E parece que valeu a pena. A ação russa na Síria tem sido um acelerador para cessar a tragédia horrível que se desenvolveu no país nos últimos 5 anos". 

Kawczynski externou, inclusive, o sentimento de esperança de que finalmente, o mundo ocidental entenda, de uma vez por todas, que se faz necessária a busca de cooperação com os russos, contra o inimigo comum, que é o terrorismo, e também a colaboração em assuntos de outras esferas. 

O britânico reiterou que a participação dos russos na Síria com a posterior retirada de suas forças armadas, após a realização da tarefa para a qual foram incumbidos por Pútin, deve acelerar a reavaliação do modo como a OTAN e o Ocidente cooperarão de forma eficaz e resolutiva com a Rússia. 

As surpresas não param por aí, pois Jim Jatras, que é um ex-diplomata dos Estados Unidos e ainda conselheiro do Partido Republicano no que diz respeito à política no Senado norte americano, ventilou ideia semelhante da do seu colega britânico, ou seja, "…vamos ter em conta que não falaríamos do processo político na Síria se não fosse a intervenção russa", reiterou Jatras, humildemente. 

O republicano caracteriza como um bom sinal a saída das tropas russas da Síria para todos os que estão, de algum modo, envolvidos no terrível conflito civil naquele país do Oriente Médio, que, infelizmente, tanto tem sofrido ao longo dos últimos anos. 

Outro norte-americano, que é o jornalista Neil Clark, acabou destacando que a retirada russa não deixou de ser uma enorme surpresa, uma vez que as atuações dos russos modificaram sensivelmente o cenário político-militar na Síria.

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Essa é uma notícia que causou surpresa e entusiasmou os inimigos sírios, os mesmos que visam a desintegração e divisão da Síria.

Esses inimigos do regime de Bashar AL-Assad, presidente sírio, se sentirão fortalecidos a apoiar os rebeldes, mas Vladimir Pútin, presidente da Rússia, não tomaria essa decisão se não estivesse completamente seguro de que tais anseios rebeldes não acontecerão, disse o jornalista. 

Enfim, é uma verdade a afirmação de que os russos não partem eternamente, podem retornar. Tanto é assim que Pútin fez questão de afirmar que as tropas do seu país podem voltar à Síria “em questão de horas” se necessário for. Agora se o desenrolar de todos esses acontecimentos realmente trará verdadeira paz e segurança, só o futuro conseguirá dar respostas concretas. #EUA #Coalizão russa #Conflito na Síria