Para quem não imaginava que há #Violência na Holanda, pode-se dizer que momentos como esse acontecem um em cada vinte anos. A polícia holandesa está investigando um caso de assassinato em que uma cabeça humana foi ‘jogada’ na entrada de um cafe bar, em Amsterdã.

Eberhard van der Laan, prefeito da capital holandesa, ordenou o notório que o bar fosse fechado após o acontecimento macabro desta quarta-feira (9), que teve ligação com uma guerra às drogas entre gangues rivais da região.

Uma testemunha relatou a cena à polícia imediatamente, que comentou a relação da descoberta do corpo decapitado em um carro queimado, espalhado por várias partes da cidade, na segunda-feira (7).

Publicidade
Publicidade

A polícia disse que o corpo pertencia a um cidadão holandês, morador de Amsterdam, Nabil Amzieb, 23, que era conhecido pelas autoridades.

"A sondagem da polícia confirmou mais tarde que a cabeça pertencia ao corpo encontrado no carro", disseram em comunicado.

"Parecia mesmo que a cabeça havia sido colocada de maneira que fosse vista como uma espécie de aviso," disse uma testemunha ao diário holandês, Het Parool.

O bar Shisha é geralmente visto como um ponto de encontro para criminosos envolvidos no chamado "mocro-guerra", uma luta de poder entre gangues holandesas de origem marroquina na cidade.

A cabeça cortada provavelmente representou uma "nova fase" na guerra de gangues, que realizado uma série de assassinatos em Amsterdã, incluindo um homem que foi morto depois de visitar o mesmo bar, segundo a imprensa holandesa.

Publicidade

Amzieb tinha passado pelo bar "pouco antes de ser morto a tiros", disse Laumans, repórter holandês da NOS (Netherlands Broadcasting Corporation) enquanto outros "foram presos do lado de fora, sob suspeita de preparar outros atentados isolados".

Laumans disse à imprensa que a decapitação marcou uma nova e preocupante escalada na guerra das drogas entre outras partes que o grupo atua pelo mundo, comparando o ato visto em países como o México, onde os chefões do cartel de drogas demonstram a sua autoridade, deixando cabeças cortadas na porta.

Os marroquinos são o terceiro maior grupo de imigrantes não-ocidentais na Holanda, depois de cidadãos da ex-colônia holandesa da Indonésia e turcos. #Crime #Investigação Criminal