O pior dos cenários foi confirmado pelas autoridades francesas: o micro-ônibus só tinha capacidade para seis passageiros e transportava 13 imigrantes portugueses. Tal como garante o canal “TVI”, o registo da viatura confirma isso mesmo e, apesar de tudo indicar que a empresa de transportes possa ter acrescentado mais três bancos, a verdade é que a polícia local, perto da cidade de Lyon, garantiu que os outros quatro passageiros, sem qualquer tipo de cinto de segurança, estariam sentados em cadeiras de praia, que eram desdobráveis.

O final de semana de Páscoa terminou em tragédia para várias famílias portugueses, que aguardavam o regresso dos seus familiares da Suíça mas que, passado somente três horas desde o ponto de partida, perderam a vida ao bater de frente contra um caminhão, tendo apenas sobrevivido o motorista, provavelmente o único que estaria com o cinto de segurança posto.

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Depois de vários dias de investigação, e apesar do motorista de somente 19 anos ainda não ter colaborado com as autoridades, por estar alegadamente muito traumatizado para falar, as primeiras conclusões é que a viatura estava completamente ilegal, sobretudo para transportar mais que seis pessoas. Tal como informa o canal “TVI”, além do excesso de passageiros, a segurança deles não estava minimamente assegurada, sobretudo para aqueles que, não tendo um banco próprio, tiveram que se sentar em cadeiras de praia, que não oferecem o mínimo de segurança para uma viagem tão longa e atribulada.

Assim, e em uma altura em que a autoridades estão investigando as atividades da alegada empresa de transportes, resta aguardar para a próxima semana para que o motorista, um jovem que não tinha licença válida para transportar um número tão grande de pessoas, revele de uma vez por todas qual foi a verdadeira causa do acidente e como eram as exatas condições às quais a empresa sujeitava os seus clientes, que pareciam aceitar sem problema a falta de segurança, tendo apenas o objetivo de poupar o máximo de dinheiro possível na viagem até Portugal.

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#Europa #Investigação Criminal #Emigração