Ao fim de cinco dias, a primeira testemunha que chegou ao local da tragédia que matou doze imigrantes portugueses falou à imprensa internacional. Em entrevista ao canal “CMTV”, António Silva, também ele imigrante português que vive na Suíça e que é motorista, garantiu que assistiu ao acidente à sua frente e que apenas aconteceu devido a uma ultrapassagem mal calculada, contribuindo também a falta de experiência do jovem motorista. O português revelou que foi, momentos antes, ultrapassado pelo micro-ônibus em uma reta com lombas onde  facilmente “se perde a percepção”.

Em uma altura em que tanto o motorista, o único sobrevivente do acidente que matou doze pessoas, e o proprietário das duas viaturas estão internados em alas psiquiátricas sem colaborarem com as autoridades, as primeiras testemunhas que assistiram a todo o terror vão ajudando a polícia francesa na resolução do mistério em redor de uma das maiores tragédias que a comunidade imigrante portuguesa alguma vez presenciou.

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Na entrevista, claramente ainda perturbado pelo que assistiu na noite da passada quinta-feira, António Silva revelou à “CMTV” que o jovem motorista tinha ultrapassado a sua viatura em uma reta que tinha bastantes lombas, o que ainda dificulta mais as ultrapassagens. Para o motorista, que acabou por assistir a tudo, a causa do acidente teria sido uma “ultrapassagem mal calculada e a inexperiência do motorista”, que acabou por conseguir sair da viatura sozinho, sem precisar de ajuda.

Tal como as autoridades já suspeitavam, terá sido o excesso de velocidade e uma condição muito perigosa que levou a que o jovem motorista, que nem sequer tem a idade suficiente para ter uma licença que permita transportar 13 pessoas, calculasse mal a manobra e perdesse completamente o controle do micro-ônibus.

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Com esse depoimento, as autoridades acreditam com cada vez mais força que foi uma condução perigosa que causou esse fim tão trágico para tantas famílias portuguesas. O número elevado de vítimas também é explicado pela falta de segurança em que a maior parte dos passageiros viajava, sendo que alguns deles não tinham cintos de segurança e estavam sentados em cadeiras de praia. #Europa #Investigação Criminal #Emigração