Segundos após o acidente que matou doze imigrantes portugueses, o silêncio era verdadeiramente perturbador. Em entrevista à “CMTV”, António Silva, a primeira pessoa que chegou ao local do acidente, garantiu que, ainda pior que todo o cenário de destruição e morte à sua volta, o que mais ficou na sua cabeça foi o silêncio que imperou nos primeiros minutos após a tragédia. Depois de ter gritado várias vezes para tentar descobrir se alguém estava vivo dentro do micro-ônibus, rapidamente o português percebeu que todos tinham perdido a sua vida, menos o motorista.

“Chamei as pessoas, quatro ou cinco vezes. Perguntou se alguém conseguia me ouvir e ninguém respondeu.

Publicidade
Publicidade

Era um silêncio medonho. Procurei rapidamente uma janela e não vi nenhum movimento ou gemido, rapidamente percebi que eles estavam todos mortos”, revelou muito emocionado António Silva durante uma longa entrevista ao canal português “CMTV”.

Na verdade, e apesar dos bombeiros terem chegado muito rapidamente ao local, uma região próxima da cidade francesa de Lyon, a verdade é que as suspeitas da primeira testemunha que chegou ao local acabou por se confirmar: nenhum dos passageiros, tirando o motorista, que conseguiu sair da viatura sem precisar de ajuda, não resistiu ao impacto do acidente frontal contra um caminhão que circulava em sentido oposto. Além do excesso de passageiros, a viatura não garantia o mínimo de segurança aos imigrantes portugueses, onde muitos deles viajaram durante várias horas em cadeiras de praia, sem qualquer tipo de cintos de segurança.

Publicidade

Apesar de António Silva garantir que o jovem motorista falou com ele durante largos minutos, a verdade é que o jovem de apenas 19 anos, alegando que estava traumatizando, ainda não explicou às autoridades francesas o que realmente aconteceu na noite da última quinta-feira, que marcou um dos piores acidentes da história da imigração portuguesa. O caso está agora sendo investigando pela polícia francesa que já informou que quer reconstruir a viatura para descobrir com exatidão como os 12 imigrantes portugueses estavam sendo transportados até ao momento do acidente. A empresa responsável pela viagem ilegal pode assim sofrer graves consequências judicais. #Europa #Investigação Criminal #Emigração