A guarda costeira confirmou a morte de duas crianças do sexo feminino neste domingo (20). O acidente aconteceu na data que entrou em vigor o acordo firmado pela União Europeia e pela Turquia para diminuir o fluxo de refugiados, o acordo prevê o regresso a Turquia dos refugiados que cheguem a Grécia. As duas meninas, uma de um ano e a outra de dois anos de idade, eram passageiras de uma embarcação que transportava uma média de 40 migrantes. Elas caíram na região sudeste das águas do mar do Egeu, em frente á costa da ilha de Ro. 

As circunstância da queda ainda são desconhecidas. Após caírem de um barco de borracha, as meninas afogaram.

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Uma patrulha da guarda costeira, prestou atendimento, porém ao chegar no local as duas meninas já se encontravam sem vida. Em outro acidente, dois refugiados sírios morreram por problemas cardíacos ao chegarem à ilha grega.

Foi contabilizado pela polícia a chegada de 15 lanchas, em cada uma delas, centenas de migrantes continuavam chegando as ilhas gregas, em Lesbos, que é o principal ponto de entrada para #Europa. O órgão de coordenação da polícia migratória na Grécia (SOMP) registrou 875 migrantes chegando às ilhas do Egeu. Os imigrantes que não solicitarem asilo ou aqueles cujo pedido não seja fundamentado serão devolvidos a Turquia.

Portanto, autoridades da Grécia não confirmaram se o retorno será feito em data anunciada pela chanceler alemã Angela Merkel, dia 4 de abril. Eles deverão esperar a chegada dos especialistas estrangeiros que darão início ao processo de retorno.

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#Imigração ilegal

Desde 1988 cerca de 18600 imigrantes morreram, dos quais mais de 8.700 sumiram no mar ao tentar alcançar a Europa, onde se estima que vivam ilegalmente três milhões de migrantes procedentes da África, Turquia, Índia, Paquistão e Balcãs. Para a maioria o fim que pode ser trágico, não acaba com o seu sonho. Há aqueles que fracassam várias vezes, enganados por atravessadores ou pegos pelos guardas. Juntam novamente o valor cobrado para a passagem, o que pode chegar a mil euros para voltarem ao mar.  #Crise migratória