Uma clínica localizada em uma zona rural da Nova Zelândia está há um bom tempo procurando por um profissional do ramo da medicina, oferecendo um salário de aproximadamente R$ 1 milhão por ano, e mesmo assim, poucos parecem estar interessados. Além de alto valor, o contratado teria direito a três meses de férias por ano e folga nos finais de semana.

Há cerca de dois anos, Alan Kenny, médico e coproprietário da clínica, está em busca de um médico especializado em cirurgia para dividir o trabalho na pequena cidade de Tokoroa, na região de Waikato, norte da Nova Zelândia. A população da cidade é de cerca de 13,6 mil habitantes, mas com o aumento de serviço, Alan precisa de um ajudante para dar conta de todo o trabalho.

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No início deste período de busca, Sara, filha de Alan, começou a ajudar o pai a organizar a agenda para aliviar uma parte do trabalho.

Alan Kenny ressalta que se já está difícil conseguir alguém para atuar conjuntamente com ele, encontrar um substituto daqui alguns anos será ainda pior.

De acordo com Linda Reynolds, chefe executiva da rede de atendimento rural da Nova Zelândia, a maior parte das #Vagas preenchidas nestas regiões são de profissionais estrangeiros. Para cada cargo, é normal que o tempo médio de procura oscile entre dois e três anos, e a demanda segue crescente.

Ainda de acordo com Linda, o isolamento, a falta de opções de atividades sociais e de outros fatores comuns nos grandes centros são os motivos de falta de interesse dos profissionais em trabalhar nas regiões rurais neozelandesas.

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Nova Zelândia

Embora a zona rural desperte o interesse de poucas pessoas, o país da Oceania possui ótimos níveis de desenvolvimento. Com um IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) de 0,913, a Nova Zelândia aparecia na 9ª posição no ranking em 2014. As suas principais cidades, Auckland, Christchurch, Hamilton e a capital Wellington concentram mais da metade da sua população de aproximadamente 4,4 milhões de habitantes, cuja expectativa de vida é superior aos 80 anos.

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