Dias depois de protagonizar um novo atentado em território europeu, dessa vez tendo como alvo a Bélgica, o grupo terrorista autoproclamado #Estado Islâmico sofreu uma importante derrota estratégica. Nesse domingo (27), o domingo de páscoa, a imprensa estatal da Síria e o Observatório Sírio para os direitos humanos divulgaram a informação que os jihadistas foram expulsos e perderam o controle de Palmira, que estava dominada desde maio de 2015.

Forças leais ao ditador da Síria, Bashar al-Assad, expulsaram os membros do Estado Islâmico da localidade e devolveram ao governo a posse de Palmira. Conforme informou o Observatório Sírio, ainda no final da manhã deste domingo era possível ouvir disparos, mas os exércitos do EI, de fato, abandonaram a cidade.

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Agora, unidades de engenharia do governo se mobilizam para "desarmar" a cidade. Bombas e minas estão sendo desativas no interior. Palmira historicamente contém monumentos e tesouros históricos, que constantemente eram destruídos pelo Estado Islâmico.

Uma fonte militar resumiu a operação de retirada do EI da cidade à agência France Presse: "Depois de muitos atos e combates violentos à noite, o exército do governo já controla absolutamente a cidade de Palmira. Está incluído nisso a parte residencial e antiga", afirmou.

Desde o dia 7 de março, os combates pelo controle de Palmira se acentuaram e, como de costume, levaram muitas vidas. Ainda de acordo com o Observatório Sírio, que é uma rede de voluntários que percorre o país, aproximadamente 400 homens do Estado Islâmico foram mortos na disputa por Palmira, enquanto 180 membros do exército sírio morreram.

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Mais uma vez, o EI enfrentou, além da Força Síria, aliados internacionais de extremo peso e importância. As forças terrestres em operação na batalha de Palmira tiveram a substancial ajuda de homens russos. Aviões, artilharias e helicópteros foram compartilhados com o intuito de afastar os jihadistas. Vale lembrar que o presidente russo, Vladimir Putin, é sabidamente um dos principais aliados de Bashar al-Assad, grande comandante da Síria.

Palmira

Com a recuperada de Palmira pelo governo, espera-se que, a partir de agora, templos sagrados e monumentos históricos possam novamente serem preservados. O EI, por costume, implodia e transformava em ruínas grande parte da lendária cultura local. No mundo antigo, Palmira representou um dos grandes centros culturais da humanidade, um oásis encravado no meio do deserto. Pela Unesco, a cidade é considerada um patrimônio mundial.

Um número significativo demonstra a relevância de Palmira no cenário mundial. Ainda antes de 2011, quando a #Guerra Civil da Síria não tinha ganho as proporções arrasadoras dos anos seguintes, o principal sítio arqueológico da cidade recebia aproximadamente 150 mil turistas a cada ano.

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Templos como o de Bel, conhecido como "pérola do deserto", e o de Baalshamin, foram sumariamente implodidos e destruídos pelo Estado Islâmico, abalando um dos principais centros históricos da cultura antiga do país sírio. #Conflito na Síria