As constantes ações do #Estado Islâmico estão despertando reações cada vez mais firmes dos principais líderes dos Estados Unidos. Nesta quinta-feira, dia 17 de março, John Kerry, secretário de Estado dos #EUA, afirmou que os atos praticados pelo grupo terrorista diante de minorias devem ser considerados como atos contra a humanidade. Principal potência na linha de frente para deter o avanço do EI no Oriente, os Estados Unidos estudam novas formas de combater os inimigos.

Kerry foi enfático ao comentar sobre como o Estado Islâmico age, sem poupar grupos que não seguem sua ideologia de #Fanatismo religioso. "O fato é que o Daesh (termo árabe para o Estado Islâmico) mata cristãos por serem cristãos.

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Yazidis por serem Yazidis. Xiitas por serem xiitas", disparou secretário de Estado, em coletiva de imprensa. Segundo ele, o EI promove um verdadeiro genocídio através de limpeza étnica e diversos crimes contra a humanidade, utilizando princípios deploráveis para amealhar seguidores. O grupo, inclusive, consegue recrutar militantes de outras raízes culturais, principalmente na Europa.

Colocar em pauta o assunto "genocídio" para obter mais apoio de outras potências e acordos de colaboração, não significa exatamente dizer que os Estados Unidos vão entrar em choque no território sitiado pelos extremistas com mais veemência. O Estado Islâmico tem se alastrado por boa parte do Oriente Médio, matando e sequestrando pessoas que não seguem sua linha radical ideológica. Por enquanto, Washington tem colaborado com ações militares pontuais, com bombardeios, mas sem enviar tropas para as linhas de frente.

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Mark Toner, porta-voz do Departamento de Estado dos Estados Unidos, afirmou que apesar das nítidas evidências de crimes contra a humanidade, no momento não há muito que se possa fazer. "Reconhecer que genocídio ou crimes contra a humanidade ocorreram em outro país não resultaria necessariamente em nenhuma obrigação legal em particular para os Estados Unidos", disse em comunicado.

Paz cada vez mais distante

De fato, em ano eleitoral, o envio de um contingente para a Síria e o Iraque - dois dos países mais afetados pelas guerras civis - prejudicariam as pretensões democratas de permanecer no poder, por conta do repúdio do eleitorado. O presidente Barack Obama não se furtou de combater o Estado Islâmico e ordena o bombardeio de alvos significativos dos terroristas, mas evitando colocar o exército em solo.

Um recente cessar-fogo, negociado com a Rússia, não surtiu o efeito desejado, pois as duas potências resolveram optar pela trégua, enquanto o regime do presidente sírio Bashar al-Assad segue lutando contra seus opositores e o Estado Islâmico ao mesmo tempo. Nesta semana, a guerra civil na Síria completou cinco anos e não há uma previsão otimista de que o ditador acene com um acordo de paz.