A França esteve próxima de passar por uma nova tragédia nos próximos dias. Ao menos foi o que assegurou o ministro do Interior do país, Bernard Cazeneuve. Segundo o dirigente, um suspeito de práticas terroristas foi preso na manhã desta quinta-feira, dia 24 de março. O militante francês já havia estabelecido um plano avançado para deflagrar um ataque contra os franceses.

Após ser detido pelo serviço antiterrorista da França, o cidadão, francês de nascimento, foi interrogado pelas autoridades competentes. A conclusão é de que ele pertence ao grupo responsável pelos atentados realizados em Paris, no dia 13 de novembro de 2015, que deixou 130 mortos e centenas de feridos.

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O atentado terrorista foi assumido pelo Estado Islâmico, o mesmo que prometeu não deixar as potências europeias e ocidentais em paz.

As autoridades responsáveis por analisar o caso soltaram um comunicado na TV, esclarecendo os fatos, ressaltando que o suspeito faz parte de uma célula terrorista muito bem organizada. A investigação indicou que uma nova tentativa de "destruir" Paris está em andamento e, portanto, todo cuidado é pouco no momento. "O indivíduo interrogado, um cidadão francês, é suspeito de envolvimento em alto nível nesse plano. Ele era parte de uma rede terrorista que planejava atacar a França”, garantiu o ministro.

Após a prisão do suspeito em Argenteuil, região situada no norte da capital Paris, Bernard Cazeneuve não deixou claro se o militante estaria envolvido com os ataques ocorridos na Bélgica, na última terça-feira (22).

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"Neste estágio, não há evidências concretas que ligam esse plano com os ataques em Bruxelas”, comentou o ministro do Interior. O #Estado Islâmico explodiu bombas no aeroporto e no metrô de Bruxelas, matando 34 pessoas e ferindo outras centenas.

Algumas vítimas ainda se encontram em estado grave. O francês preso nesta quinta-feira continuará sendo interrogado para saber quais eram os próximos passos da célula terrorista a qual pertence. Ainda não se sabe exatamente o alvo do terrorista e como ele agiria, já que não foram detidos outros suspeitos até então. #Crise #Ataque Terrorista