António Silva foi a primeira testemunha no local, após o acidente que provocou doze vítimas mortais, e conta agora com foi a sua conversa surpreendente com o jovem motorista, o único sobrevivente do acidente. Em entrevista à “CMTV”, o imigrante português de 48 anos, que trabalha na Suíça também como motorista, estava viajando na sua viatura quando, poucas centenas de metros à sua frente, assistiu ao acidente que está chocando toda a comunidade imigrante portuguesa. Ao sair rapidamente da sua viatura, António Silva ainda conseguiu fazer várias perguntas ao adolescente, que apareceu com sangue na sua cabeça.

“Apareceu o miúdo deitando sangue na cabeça.

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Ele me disse que vinha na viatura e que era o motorista. Depois perguntei se havia mais gente e ele me respondeu que havia mais doze pessoas. Deitei as mãos à cabeça e fiquei incrédulo. Fiquei impressionado com a frieza com que ele nos disse que tinha lá doze pessoas”, revelou António Silva em uma longa entrevista à “CMTV”.

Na verdade, e apesar de ainda não ter colaborado minimamente com as autoridades francesas, o depoimento de António Silva revela que o jovem, segundos depois da tragédia, acabou por responder à maioria das questões levantadas pelas testemunhas que pararam no local, apenas se recusando a responder como o acidente tinha acontecido e porque razão ele acabou batendo de frente contra um caminhão que estava circulando em sentido diferente ao dele.

Segundo as testemunhas presentes, que vai de encontro aos que as autoridades francesas suspeitavam, o jovem motorista, que estava dirigindo ilegalmente, tentou fazer uma ultrapassagem uma reta que não era destinada para esse efeito, sobretudo por causa das lombas presentes na estrada.

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“ Uma ultrapassagem mal calculada e falta de experiência”, foi isso que António Silva, experiente motorista português, garantiu durante a entrevista ter sido a causa da tragédia que matou 12 imigrantes portugueses que tinham como objetivo regressar a Portugal, para estar com as suas famílias na época da Páscoa. Os corpos vão ser transportados para Portugal hoje, onde depois vão se realizar os respetivos funerais nas terras onde as vítimas cresceram. #Europa #Investigação Criminal #Emigração