Desde os últimos acontecimentos observados na divisão política e territorial da Ucrânia, a guerra civil na Síria e a anarquia imperante no Iraque, os Estados Unidos têm sido obrigados a ceder em algumas de suas exigências e propostas. Analisando-se a fundo, nunca a primeira potência mundial foi tão desafiada, quanto no início do século XXI.

“É a mais significativa virada nas relações entre os países mais poderosos desde o colapso da União Soviética em 1991”, abre o editorial da revista britânica “The Economist”. Em sua capa, aparece uma charge onde Rússia, Estados Unidos e China jogam uma partida de pôquer.

Dados não faltam para que uma nova “Guerra Fria” esteja em curso, após a aceitação (a seco) dos americanos das incursões militares russas na Síria, já que os “camaradas” são aliados históricos dos árabes, incluindo a Síria.

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A Rússia interveio mais por considerar que seria um choque contra sua influência no #Oriente Médio.

Por um tempo, acreditou-se num certo clima caloroso entre as personagens principais e tradicionais da Guerra Fria do século XX. Até que Moscou soube dos planos dos ucranianos em ingressar na Otan. Putin abriu fogo, pois estava respaldado por acordos assinados pelos líderes Mikhail Gorbachev e Ronald Reagan.

Diante da discordância da Europa e dos Estados Unidos quanto ao apoio russo dado aos separatistas ucranianos e, acarretando a implantação de um embargo comercial e econômico ao país da Praça Vermelha, a alternativa foi buscar outros parceiros. Putin deslocou seus interesses por produtos agrícolas da Europa para a América Latina. É bom lembrar que tanto Rússia quanto Brasil são membros dos Brics.

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Ao mesmo tempo, a Rússia buscou outro parceiro de peso e bem perto de suas fronteiras. Atravessou a Grande Muralha e foi ter com a China, sempre cortejada ao redor do mundo.

Assim, foi-se desenhando um novo mosaico no tabuleiro do poder. Um tabuleiro intrincado e com um jeito pouco definido. Mas, mais definido do que antes, onde agora, questiona-se realmente a hegemonia ocidental liderada pelos Estados Unidos. É verdade que eles continuam sentados em uma cadeira bem sólida. Contudo, essa hegemonia americana não é mais totalmente absoluta, como constata o “The Economist”. O que antes se considerava como unipolaridade dentro da Geografia Política e Econômica, hoje é muito bem-vindo o conceito de multipolaridade: nações que se reúnem em blocos para obter maior poder de barganha nas questões políticas, econômicas e até ambientais. Casos assim são os Brics (com China, Brasil, Índia, Rússia e África do Sul) e os Tigres Asiáticos (Japão, Coreia, Cingapura, etc).

A união construída por russos e chineses mostra uma nova configuração forte, embora se tivermos de fazer uma comparação com os Estados Unidos quanto aos quesitos economia, tecnologia e corpo militar, o resultado é bem inferior para o lado oriental.

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Mesmo que historicamente, os dois países tenham tido seus períodos de atrito, a tendência é de que as relações entre Pequim e Moscou não sejam tão frias. Muito pelo contrário. Seria uma “fria” para os Estados Unidos ignorarem esse movimento, uma vez que países da América Latina e alguns da Ásia pegam carona e vácuo nesse elo. Para os Estados Unidos e países europeus, não há muito o que se discutir ou mostrar porque tanto um quanto outro foram ou continuam em estagnação se observarmos seus progressos e evoluções de seus índices  nos últimos anos. Há alguma melhora, mas não é significativa a ponto de bradar e urrar pelos quatro cantos. Se antes o poder estava concentrado ao redor do Oceano Atlântico, pacificamente foi transportado para outros oceanos. Espera-se que a “Nova Guerra Fria” seja algo pontual ou breve. #Vladimir Putin #Conflito na Síria