De acordo com fontes do Iraque, uma menina jihadista de apenas 12 anos de idade executou cinco pessoas mantidas como prisioneiras pelo ISIS, na cidade de Nínive, Iraque.

Entre os mortos estava uma médica que teria se recusado a prestar atendimento aos combatentes terroristas feridos em ataques aéreos. A menina que executou os prisioneiros pertencia ao grupo terrorista ISIS.

Autoridades iraquianas acreditam que essa foi a primeira vez que o ISIS – ou DAESH – utilizou uma menina como terrorista. Até então era sabido da utilização de meninos como “terroristas mirins”. Recentemente, o grupo produziu um vídeo em que um menino, por nome de Isa Dare, de apenas quatro anos de idade, explodia um carro com homens dentro e em seguida, comemorava.

Publicidade
Publicidade

A mãe do menino, de 24 anos, vivia em Londres, foi para o Oriente Médio e se casou com um militante terrorista.

Crianças terroristas

Muitas crianças são capturadas em escolas que fornecem educação e moradia de graça a famílias pobres em países como Afeganistão e Paquistão. Depois, essas crianças são vítimas de lavagem cerebral. O recrutamento de crianças para ataques terroristas ou suicidas não é uma exclusividade do ISIS.

As formas de recrutamento variam. Vão desde sequestro, como aconteceu em março de 2015 quando o grupo terrorista Boko Haram sequestrou várias crianças [e mulheres] em uma escola na Nigéria, até o recrutamento nas ruas e em bairros pobres.

Desde 2005 o Talibã também começou a fazer uso de crianças como combatentes terroristas, inclusive para ataques suicidas. Entre os motivos da escolha de crianças como combatentes, estão a facilidade para recrutamento e para convencê-las a realizar os ataques, além do fato de não levantarem suspeitas.

Publicidade

Em 2014, trinta crianças foram parar em centros de reabilitação para serem tratadas após envolvimento com combatentes terroristas.

Alerta da UNICEF

Um estudo realizado pela UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância) revelou que na Nigéria, em 2014, dos 26 ataques registrados, comparado com 27 realizados até maio do ano passado, em ao menos 75% dos casos, crianças e mulheres estavam envolvidas. #Terrorismo #Estado Islâmico #Ataque Terrorista