Jessica Anne Gardiner foi condenada, pelo tribunal de Manchester, na Inglaterra, a uma pena de dois anos de prisão, em suspensa. A mulher de 26 anos foi considerada culpada na morte da bebê Lucy Booth, de apenas nove meses. A menina morreu afogada durante o banho, e a mãe teria, alegadamente, deixado a bebê sozinha, um comportamento negligente que o tribunal acabou sancionando. 

A pena de dois anos será cumprida fora da cadeia, a menos que a mulher inglesa volte a cometer algum crime e aí sua pena será até agravada. 

O caso aconteceu em maio do ano passado e Jessica teria deixado a bebê no banho com duas outras crianças pequenas, sozinhas.

Publicidade
Publicidade

O crime dessa mulher foi não supervisionar o banho, e sua maior sentença foi, seguramente, perder sua filha. A mulher teria deixado as crianças sozinhas e teria descido as escadas para preparar o leite da bebê, arrumar as compras e ainda colocar a roupa para lavar. Quando regressou no banheiro, se deparou com Lucy já afogada. 

Jessica teria retirado imediatamente a menina da água e correu pedindo ajuda para um vizinho. Antes mesmo dos paramédicos chegarem, o vizinho já estaria tentando reanimar a bebê. Mas, sem sucesso. Tal como no hospital. Os médicos tentaram de tudo, mas já não conseguiram devolver a bebê a vida. 

Após sair o resultado da autópsia, ficou claro que a menina morreu afogada e poderia ter estado alguns minutos se afogando, na ausência da mãe, que estava fazendo outras tarefas domésticas.

Publicidade

Apesar disso, a mãe acabou se enrolando e contou mais do que uma versão do acontecimento. Para os paramédicos, contou que tinha se ausentado por não mais de cinco minutos do banheiro e para a polícia falou que estava dando banho na menina, quando ela escorregou e se afogou em segundos. A autópsia contradisse esta informação e o juiz considerou que as "circunstâncias da morte não são claras", como citado pelo jornal Mirror.

A defesa de Jessica alegou que a mulher já tinha sofrido castigo suficiente, ao perder a filha nessa tragédia e que punição alguma seria pior do que ela já estava sofrendo, dia após dia, se culpando pela morte da bebê. 

O juiz do caso, Michael Henshall, considerou tudo como uma "tragédia profunda" e que a mulher teria falhado na organização das tarefas, o que nem sempre é fácil para uma recém-mamãe. No entanto, entendeu que ela "estaria tentando fazer o seu melhor" e acabou condenando, por negligência, com dois anos de prisão suspensa. É justa essa sentença?  #Justiça #Europa #Casos de polícia