A chanceler alemã Angela Merkel realizou neste sábado, dia 12 de março, seu último comício antes das eleições agendadas para este domingo, 13, para os parlamentos locais. Principal líder política da potência europeia, ela tenta se fortalecer para mais um mandato. Ela está no cargo desde 2005. A principal pauta abordada por Merkel é quanto ao drama envolvendo os imigrantes clandestinos que buscam na Alemanha melhores condições de vida, fugindo de guerras civis em países como a Síria.

Merkel mudou seu discurso depois de perder popularidade e apoio, ao abrir as fronteiras no ano passado para os refugiados de guerra. Entretanto, o fluxo de aproximadamente 1 milhão de pessoas tornou-se motivo de preocupação para o povo germânico, além de fortalecer os partidos de oposição.

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A União Democrata Cristã (CDU), partido da chanceler, agora sofre concorrência de outras siglas, que são contra a entrada de clandestinos no país. O cenário político da Alemanha pode mudar radicalmente em 2017, caso Merkel fracasse na tentativa de angariar apoio nas eleições locais deste domingo.

#Crise migratória

A chanceler vive um paradoxo, pois depois de conceder abrigo aos imigrantes no ano passado, ela pediu que os estrangeiros se adequassem o mais rápido possível aos valores alemães e pediu integração junto ao povo. Entretanto, a #União Europeia tem se reunido com frequência para discutir a questão dos imigrantes. No momento, apesar de ter endurecido sua postura sobre a possibilidade de receber outro contingente de imigrantes, Merkel está sob o risco de perder o apoio dos eleitores.

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O último ato da UE foi proporcionar um aporte bilionário para a Turquia, para que a nação que serve como principal porta de entrada para os refugiados com destino aos países europeus mais ricos não consigam atravessar o Mar Egeu, e posteriormente através do Mar Mediterrâneo. As constantes tragédias envolvendo naufrágios na costa turca, com embarcações indo à deriva transportando imigrantes de diversas nações derrubadas por combates civis acendeu o sinal de alerta na Europa. A crise humanitária está longe de um final feliz, principalmente com a Alemanha indo às urnas em breve. #Conflito na Síria