Mais um desastre envolvendo o transporte de imigrantes ilegais teve consequências desastrosas. Neste domingo, dia 6 de março, uma embarcação que partiu da Turquia com destino a Grécia sequer conseguiu chegar perto de seu destino final, afundando ainda nas proximidades da costa turca. Segundo a agência notícias "Anadolu", ao menos 18 pessoas morreram na tentativa desesperada de alcançar a Europa, pelo Mar Egeu.

Acionada após saber do acidente, a Guarda Costeira partiu para efetuar o resgate e conseguiu salvar cerca de 15 pessoas, além de 18 corpos. Embarcações italianas também ajudaram no socorro às vítimas. As autoridades competentes seguem na busca de possíveis sobreviventes que embarcaram rumo a Grécia.

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No entanto, dificilmente será possível precisar o número de desaparecidos. Os sobreviventes, de origem afegã, poderão dar mais indícios da tragédia.

Ainda segundo a "Anadolu", não se sabe precisamente a origem e nacionalidade de todos os tripulantes da embarcação - além dos afegãos -, embora o mais provável é que sejam pessoas fugindo de países em situação de guerra civil. Com os ataques do #Estado Islâmico em alguns países da África e do Oriente Médio, especialmente na Síria e no Iraque, milhares de pessoas partem para a Europa, mesmo em situação clandestina, com o futuro totalmente indefinido.

#União Europeia discute o tema nesta segunda-feira

O acidente ocorreu às vésperas de uma reunião entre líderes europeus, que pretendem estabelecer um plano de ação contra a imigração ilegal. Ahmet Davutoglu, primeiro-ministro da Turquia, garantiu presença na conferência da União Europeia, que ocorrerá em Bruxelas, na Bélgica, nesta segunda-feira (7).

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O líder turco foi enfático ao analisar o problema e espera que os demais países do continente se posicionem de forma mais contundente sobre o tema.

"A Turquia tem carregado esse fardo sozinha nos últimos cinco anos", desabafou Davutoglu, em entrevista coletiva concedida antes de ele partir para Bruxelas. "Mas desde a segunda metade de 2015, este assunto se tornou parte da agenda da União Europeia, e estamos satisfeitos com a sensibilidade que o bloco tem demonstrado e sua vontade em trabalhar de forma conjunta", prosseguiu o líder turco.

A União Europeia tem se esmerado na tentativa de ajudar os países que servem de travessia para os imigrantes clandestinos, mas Turquia, Grécia e Itália têm precisado se desdobrar em operações de risco. Apesar do aporte de US$ 3 bilhões realizado pela União Europeia para que o governo turco tome providências, aproximadamente 126 mil pessoas conseguiram alcançar a Europa através da Turquia, com uma baixa de aproximadamente 400 mortos na região. O número de clandestinos que chegaram à Europa pelo Mar Mediterrâneo somente neste ano é estimado em 140 mil. #Crise migratória