Alguém poderia perguntar: e se fosse no Brasil?! Mas fato é, que um dos maiores bilionários do Irã, Babak Zanjani, foi condenado em 06/02 à morte pela Justiça iraniana debaixo de acusações de fraude, lavagem de dinheiro e #Corrupção. Gholam-Hussein Mohseni-Ejei, que é porta-voz do Judiciário do Irã, proferiu o veredito do empresário, declarando-o como "corruptor da terra". A pessoa que recebe esse adjetivo pelas leis do Islã está destinada a morrer, ou seja, como disse o porta-voz, o castigo é aplicado "aos que contribuem para expandir a corrupção no mundo e para desviar a sociedade de sua natureza". 

Dois outros sócios de Zanjani, trancafiado em 2013, tiveram a mesma pena capital, finalizando um julgamento que atraiu o interesse do país e da mídia nacional.

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Vale destacar que o homem de #Negócios iraniano foi o principal líder de todo um império de empresas sediado em Dubai, orçado em US$ 14 bilhões antes de ser preso e que tinha raízes nos segmentos de cosmética, turismo, serviços financeiros e bancários, supermercados, infra-estruturas, construção civil, tecnologia de informação, extração petrolífera e mercado imobiliário. 

Zanjani era o dono de seu próprio banco, muitas empresas aéreas, um time de futebol no Irã (Rah Ahan), uma companhia de coletivos e também uma frota de táxis no país vizinho, o Tadjiquistão. O curioso disso tudo é que Babak se tornou muito íntimo do ex-presidente Mahmoud Ahmadinejad (2005-2013), chefiando inúmeras operações de comercialização do petróleo daquela nação para outros países, pois na ocasião, o Irã estava sob sanções internacionais. 

Devido ao burlar das leis internacionais, a União Europeia (UE) e o Departamento do Tesouro dos EUA congelaram as contas de Zanjani no exterior, mas ele se gabava dos seus feitos, dizendo que se não fosse por ele, o Irã não teria vendido um barril de petróleo sequer. 

Mas com a queda Ahmadinejad provocada pelo antagonismo com o líder máximo do país, Ali Khamenei, muitas personalidades e autoridades do Irã, iniciaram uma série de denúncias coletivas de corrupção, nas quais o empresário estava envolvido.

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Zanjani foi preso pela influência de alguns deputados "principalistas" ultraconservadores e aliados de Khamenei. 

As acusações contra Zanjani envolveram relatos de que ele teria permanecido com uma parte do dinheiro do petróleo vendido no tempo das sanções, sendo que esse dinheiro foi lavado por uma de suas empresas da área financeira. 

O empresário ainda tem o direito de recorrer da sentença; porém, ele não está nisso sozinho, uma vez que até mesmo o ex-vice-presidente do Irã Mohamed Reza Rahimi, também foi sentenciado por prática de corrupção e por ter feito negócios com Zanjani. 

Um total de 32 indivíduos foram condenadas, sendo 4 à morte, pelo desvio de US$ 2,6 bilhões de bancos privados e públicos. Enfim, o Irã é um dos países que mais executam penas de morte no mundo, a maior parte delas correlacionadas ao tráfico de drogas. A pergunta volta à tona: e se tudo isso tivesse acontecido no Brasil, qual seria o desfecho? #Crime