O assunto sobre os milhares de refugiados que atravessam o mar Mediterrâneo ou chegam à Grécia pelas fronteiras terrestres parece não ter fim e os sofrimentos das crianças, idosos, mulheres e pessoas também não. A ironia de tudo isso é que a minúscula Grécia, estrangulada economicamente sob o jugo atroz dos seus credores e com uma economia instável, é a que mais se humaniza e socorro dá aos refugiados que não podem voltar atrás e, ao mesmo tempo, encontram-se “presos” com as fronteiras fechadas pelas nações vizinhas e “amigas” da Grécia

Por exemplo, na região de Idomeni, que é o lado grego da fronteira entre a Grécia e a Macedônia (ou FYROM que é o nome correto do 2.º país, significando Antiga República Iugoslava da Macedônia), a distribuição das doações obtidas acaba sendo uma luta.

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Mas, nem por isso, as autoridades gregas deixaram de trabalhar com o objetivo de reassentar os milhares de refugiados e migrantes que estão por lá. 

Aproximadamente 3.000 pessoas foram alojadas no acampamento gerido pelo exército grego, próximo da cidade de Kavala, distante 25 km de Idomeni. O acampamento foi construído em 2 dias e oferece alimentos diversos, tendas, banheiros, chuveiros quentes e telefones públicos aos refugiados. Todos esses itens são extremamente luxuosos se comparados às condições adversas de Idomeni. Logo também haverá um parque para as crianças refugiadas e um serviço de catering ou provisionamento de comida em larga escala. O local conta ainda com 3 médicos e com uma ambulância disponíveis durante o dia todo. 

O Governo grego de Atenas intenciona esvaziar Idomeni nas próximas semanas, pois, de desde o dia 11/03, está havendo a distribuição de panfletos em árabe, persa e pashto para persuadir os refugiados e transferi-los para outros centros, onde se beneficiarão de melhores condições. 

A fronteira entre a Grécia e FYROM foi fechada por uma semana, o que nem por isso melhorou as terríveis condições em Idomeni, com escassez de tudo e a proliferação de doenças que haviam desaparecido desde a 1.ª Guerra Mundial, e centenas de pessoas continuam chegando ao local todos os dias. 

O povo da Grécia, novamente, emonstra o seu grande amor ao próximo e não faz vergonha a história memorável dos seus antepassados.

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Em Idomeni mesmo, alguns vizinhos não pensam 2 vezes em abrir as abrir as portas de suas casa para ajudar aos menos afortunados. 

Na semana passada, ocorreu de 2 moças, com seus 8 filhos, baterem às portas, pedindo comida, e lhes foi dado algo para se alimentar. Elas disseram que gostariam de tomar um banho, e lhes foram abertas as portas das casas para isso.

Eleni Dimoni, uma senhora grega moradora do local, falou que um jornalista alemão, vendo aquilo, e uma das moças socorridas, foram abraçá-la como prova de agradecimento e comoção, provocando o choro abundante da grega e depois do seu marido. 

Os gregos são extremamente sentimentais! Boa parte da nação grega cresceu ouvindo as histórias de tortura, maus tratos e violência pelas quais os seus pais, avós e antepassados em geral, sofreram nas mãos da covardia dos turcos, quando os gregos na diáspora puderam se fixar na região norte da Grécia. É o melhor momento em que a Grécia e o seu povo, apesar das dificuldades, se sentem à vontade para ajudar os refugiados. 

Neste momento, há mais de 42.000 refugiados e imigrantes bloqueados em várias partes da Grécia, aguardando a reabertura da rota dos Bálcãs, que lhes permitirá continuar a viajar para a #Europa.

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#Conflito na Síria #Imigração