A preocupação de que a epidemia causada pelo Zika vírus se estenda por toda a América acendeu de vez o sinal de alerta da Organização Mundial da Saúde (OMS). Nesta terça-feira, dia 22 de março, a entidade se pronunciou oficialmente sobre a necessidade de receber novo aporte financeiro para lidar com a crescente evolução de casos da doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. Até o momento, a OMS recebeu US$ 3 milhões para combater o agente transmissor.

O apelo foi feito pela diretora-geral da entidade, Margaret Chan, ao convocar os membros da Organização Mundial da Saúde em um pacto de união diante do grave problema de saúde que o #Zika Vírus se tornou.

Publicidade
Publicidade

A doença é associada aos casos de microcefalia, uma espécie de má-formação do cérebro de recém-nascidos e também está vinculada à síndrome de Guillain-Barré, que também atinge o sistema nervoso. O alerta é geral, especialmente para as gestantes.

Margaret Chan foi enérgica ao cobrar mais atitude das autoridades que não estão realizando os esforços necessários para deter a epidemia. "Quanto mais sabemos, piores as coisas parecem", lamentou a diretora-geral da OMS em uma coletiva de imprensa realizada na sede da instituição em Genebra, na Suíça. "Em menos de um ano, o status do Zika foi de uma ligeira curiosidade médica a uma doença com implicações de saúde pública graves", prosseguiu Margaret Chan sobre as novas descobertas sobre o vírus.

Falta de verba

Até o momento, a Organização Mundial da Saúde conseguiu amealhar somente US$ 3 milhões para colocar seu plano de ação em prática.

Publicidade

A entidade planeja que o necessário para que se faça um combate eficaz de impedir a expansão da doença seja de US$ 25 milhões, por isso o apelo por mais US$ 4 milhões foi feito nesta terça-feira. A diretora-geral afirmou que as "discussões estão intensas" sobre o próximo aporte financeiro das nações envolvidas, porém, a questão do dinheiro tem se tornado um problema para que a OMS tome atitudes mais eficazes.

Na América do Sul e na América Central, por conta do calor - um fator que estimula a reprodução do Aedes aegypti - a incidência de casos é maior, mas estudos recentes indicam que no verão norte-americano, o mosquito possa atingir regiões e estados que fazem fronteira com o México. O maior foco de doenças ainda é no Brasil, uma fronteira frágil para a disseminação do mosquito. Já há casos da ação do Zika vírus relatados em Cuba e em outras regiões do Caribe. No momento, diversos órgãos trabalham com a possibilidade de desenvolver uma vacina para prevenir o contágio. #Crise #Organização Mundial de Saúde