A ONU divulgou, na quarta-feira (9), que o #Estado Islâmico aumentou significativamente sua zona de influência na Líbia e em outros países do norte da África e de parte do Oriente Médio, como a Síria. Em seu relatório anual, a Organização das Nações Unidas apontou que o grupo terrorista está expandindo sua área de atuação e conquistando mais território, através, principalmente, de militantes estrangeiros que se juntam à causa do EI.

O que piora o cenário geopolítico da região, é o fato de que a Turquia agora se vê com dois sérios problemas para resolver. Além de lidar com os imigrantes ilegais, que fogem justamente das guerras civis em seus respectivos países, as autoridades turcas agora precisam focar suas atenções contra Estado Islâmico.

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Pela costa oriental da Turquia, muitos simpatizantes dos terroristas conseguem acesso também para ingressar na Europa - principal alvo para ataques de grande escala. Vale lembrar o #Ataque Terrorista ocorrido na França, em 13 de novembro. Já o Sudão e Tunísia são portas de entrada via África.

A coalização que tenta deter os avanços do Estado Islâmico encontra muitas dificuldades para prosseguir com seus esforços, haja vista o fato de que muitos militantes abandonam grandes potências ocidentais para entrar no conflito junto aos terroristas. Em novembro, os Estados Unidos obtiveram uma importante vitória contra o EI, depois de um bombardeio sobre a Líbia, mais precisamente na cidade de Derna, ter matado Abu Nabil, um dos principais líderes do Estado Islâmico na região.

O relatório ainda aponta que grupos têm combatido o EI na Líbia, mas a falta de organização nestas operações acaba por prejudicar as ações orquestradas pelas forças de coalisão, lideradas pelos Estados Unidos e Alemanha.

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A ONU não citou o nome das nações que estariam lutando contra os terroristas e lançou um alerta contra um provável "tiro no pé" de quem busca pacificar o país desta forma. O que poderia se tornar uma operação contra o Estado Islâmico, daria mais apoio aos terroristas, já que a população possa vir a crer que está mais segura sem a presença de forças militares estrangeiras. A população da Líbia é 97% islâmica, sendo a maioria sunita. #Europa