A Coreia do Norte foi mais uma vez castigada depois de prosseguir com o seu programa de armas nucleares. Nesta quarta-feira,  a #ONU (Organização das Nações Unidas) resolveu, de maneira unânime, impôr as sanções mais pesadas que o país asiático já sofreu nos últimos 20 anos. No começo de janeiro, o governo norte-coreano afirmou ter realizado testes com a bomba de hidrogênio, mais poderosa do que a nuclear em até 50 vezes.

O Conselho de Segurança da ONU, formado por 15 países, sendo que 5 deles são fixos (Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Rússia e China), e outros 10 temporários, não vai esperar por uma nova ofensiva do ditador Kim Jong-Un.

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Na semana do incidente, pequenos abalos sísmicos foram detectados na costa da Coreia do Sul, China e Japão. A autenticidade que de se tratava realmente de uma bomba de hidrogênio não foi confirmada, entretanto, como o acesso ao país é restrito, não há como confirmar os avanços tecnológicos dos norte-coreanos em relação aos armamentos deste porte.

Nesta quarta-feira, o Conselho de Segurança da ONU enrijeceu as sanções contra a Coreia do Norte, como forma de mandar um aviso sobre não tolerar mais este tipo de ação. Medidas radicais serão adotadas a partir de agora, como inspeções mais minuciosas sobre o que entra e sai da Coreia do Norte, assim como proibição total de vendas de armas de pequeno e médio porte. Os diplomatas norte-americanos também estão estarão sob vigilância, sob o risco de suspensão e expulsão nas nações em que estão em atividade.

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Atividades como espionagens são as que mais preocupam as grandes potências.

A economia do país, cujo regime ditatorial prejudica milhões de pessoas, vai se agravar, uma vez que a exportação de minérios, como carvão, ferro, ouro e titânio será totalmente proibida. A Coreia do Norte, além disso, pode sofrer uma #Crise energética, pois a venda de combustível deve sofrer uma interrupção parcial, especialmente para o abastecimento de aviões. O país tem se mantido com a ajuda chinesa, um de seus últimos aliados, mas como o regime de Pyongyang extrapolou, é provável que sua economia sucumba de vez.

Barack Obama, presidente dos Estados Unidos, foi enfático ao comentar sobre a decisão tomada pelo Conselho de Segurança. Para o líder da maior potência ocidental, é o momento certo para que a Coreia do Norte deixe de lado programas desta espécie (com uso de tecnologia militar) para dar mais qualidade de vida ao seu povo. Samantha Power, embaixadora dos #EUA na ONU, seguiu o mesmo caminho, sugerindo que desperdiçar o dinheiro em armamentos vai de encontro aos interesses do povo norte-coreano.