A reunião realizada pela #União Europeia, em Bruxelas, na última segunda-feira (7), cuja tema abordou a imigração ilegal de pessoas que tentam alcançar a Europa, deu mostras de que ainda está longe de surtir efeito. Apesar de a Turquia - principal rota de acesso dos clandestinos - ter chegado a bons termos com os principais líderes europeus, as travessias continuam acontecendo através do Mar Egeu. Infelizmente, na maioria dos casos, as embarcações acabam naufragando ainda na costa turca, ou ficam à deriva, esperando socorro.

Nesta quarta-feira (9), mais uma tentativa de travessia mal sucedida quase terminou em tragédia.

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Dezenas de pessoas, contabilizando crianças, homens e mulheres - a maioria de origem síria - já se preparava para tentar cruzar o Mar Egeu, quando foram interceptados por autoridades turcas, principalmente da agora fortalecida Guarda Costeira. A rota normalmente prevê a saída da Turquia e a passagem pelo Mar Mediterrâneo, com destino a Grécia e Itália. 

Somente em 2016, mais de 400 pessoas já morreram tentando fugir de seus países de origem. No último domingo (8), uma embarcação naufragou ainda na costa turca, deixando 18 mortos, sendo que 15 pessoas foram resgatadas. Foi mais um triste capítulo que abre um paradoxo para a União Europeia resolver, haja vista que enquanto cidades da África e do Oriente Médio estão em conflitos civis, atacadas principalmente por grupos extremistas como o Estado Islâmico, os europeus alegam falta de condições para receber tamanho contingente de #Refugiados.

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Paradoxo e desigualdade

A proposta apresentada pela União Europeia no dia 7 agradou aos turcos, representados pelo primeiro-ministro Ahmet Davutoglu. Para combater o fluxo de imigrantes ilegais e a #Crise migratória, a Turquia vai receber mais um aporte financeiro das principais potências europeias - até o momento o país já amealhou aproximadamente US$ 3 bilhões para tomar medidas contra o tráfico de pessoas entre os continentes. Além disso, a Turquia exigiu que sua filiação na União Europeia seja feita o quanto antes, além de que haja menos burocracia nos trâmites envolvendo a região, como a emissão de passaportes para seus cidadãos.

Em troca, a "missão" dos turcos é clara: impedir que mais clandestinos tomem a rota do Mediterrâneo, nem que seja necessário o uso da força para que eles sejam mandados embora para seus respectivos países. As autoridades marítimas terão mais autonomia para deter os imigrantes, com o apoio da UE. A debandada de milhares de pessoas está sendo comparada com o que aconteceu durante a Segunda Guerra Mundial, quando os países sem condições de se defender da investida do Eixo Nazi-Fascista, sob liderança da Alemanha de Adolf Hitler, obrigou populações inteiras a se descolar pela continente.