Kathryn Smith e Matthew Rigby estiveram nesta quarta-feira, dia 2 de março, perante o juíz. O casal é acusado de ter morto a própria filha, Ayeeshia Jane, de 21 meses de idade. A menina estava sendo seguida pelos serviços sociais ingleses, que até já teriam retirado a criança da casa dos pais. Ayeeshia estava vivendo novamente com eles há seis meses, quando acabou por morrer por alegados maus tratos. 

A acusação não tem dúvidas que foi um dos dois a matar a menina. O julgamento começou só nesta quarta-feira, mas serão poucas as hipóteses dos dois não acabarem condenados, apesar de continuarem negando. 

Eles dizem que menina sofreu convulsão

Para a mãe e o companheiro, a menina sofreu uma convulsão após ficar um pouco de febril.

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Eles ainda chamaram a emergência, mas já não deu para salvar a criança. A chamada foi escutada na primeira sessão do Tribunal, e se ouve a mãe, Kathryn, de 23 anos, desesperada, gritando que a menina não está reagindo. Ela conta que  Ayeeshia estava com convulsão e ficou caída no chão, sem reagir. 

Enquanto do outro lado da linha dão indicações tentando ajudar, seria o padrasto, Matthew, de 22 anos, que estava socorrendo a menina e, alegadamente, estaria tentando desobstruir as passagens respiratórias da criança. No meio de muito desespero, eles vão falando que a menina não estava reagindo a nada. 

Pouco depois, chegou a ambulância e a assistência médica teria estranhado a menina estar já tão fria.  Ayeeshia ainda foi levada para o hospital, mas já estava morta e não reagiu a nenhuma tentativa de reanimação dos profissionais de saúde envolvidos nesse salvamento. 

Primeiramente, se pensou em uma parada cardíaca.

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A autópsia não deixou dúvidas que a menina teria morrido com uma pancada forte em seu peito e até tinha três costelas partidas. Mas eram bem mais os ferimentos, incluindo uma grande contusão nas costas e nas nádegas, hematomas na cabeça, pescoço, pálpebra esquerda e perna esquerda.

"Para papai, para mamãe" 

Dias antes da morte da menina, que aconteceu no dia 1 de maio de 2014, uma vizinha escutou a menina gritando, durante uma briga do casal. "Para mamãe, para papai", escutou Tracey Roberts da voz muito perturbada da pequena criança, citada pelo jornal Mirror. 

No primeiro dia do julgamento, o procurador Christopher Hotten concluiu dizendo que "nenhuma criança, até a idade de dois anos, deve sofrer agressões nas mãos de quem deveria cuidar dela", citado pelo jornal DailyMail.

O julgamento vai continuar em um caso que deixou a Inglaterra chocada.  #Justiça #Europa #Casos de polícia