Logo depois de mostrar-se a favor do filme Spotlight, que denunciou os abusos sexuais da #Igreja Católica, o papa assinou um novo documento denominado “Rescriptum ex Audientia Sanctissimi”, na segunda-feira (4), que regulamenta o destino das verbas utilizadas, após abusos financeiros. O processo "ad experimentum" que indica situação experimental nos próximos três anos, invalida as normas anteriores, assinadas em 1983 pelo papa João Paulo II, que faleceu em 2005 e, recentemente, virou alvo de polêmica sobre amizade com uma mulher.

No documento atual está estabelecido que qualquer custo durante o processo tramitado em Roma, é, de obrigatoriedade, da Sede Apostólica.

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É prevista a criação dos cargos de administrador e de um eficaz sistema de vigilância sobre a administração, para que não ocorram falhas. O bispo da localidade elegerá o responsável que deverá estar apto a controlar a contabilidade.

Francisco impôs a instituição de um Fundo de Solidariedade, utilizado apenas para apoiar as causas dos nomes que estão em processo de canonização e não dispõem de condições financeiras melhores. Este fundo não poderá ser utilizado para outros fins, somente quando haver uma autorização justificada para tal uso e passará por constantes auditorias para que seja garantido o destino correto do investimento.

Em qualquer momento, o controle de gastos e verbas poderá ser solicitado pela Congregação e terá poder de intervenção, se necessário, segundo as novas regras.

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Caso haja algum processo sem verbas suficientes, deverá ser expedido uma documentação que comprove a situação e assim, a Congregação poderá auxiliar financeiramente.

As novas regras são detalhadas em cada etapa ocorrente do processo religioso, como por exemplo, as doações para as celebrações de ritos e reconhecimento do martírio. É ressaltado a complexidade de todo o processo, explicação de  custos,  gerados pela carga de trabalho em função da divulgação, investigação diocesana e paroquial, pela fase romana do processo e celebrações de beatificação ou canonização.

Como funciona o Processo

Primeiramente, é necessário o reconhecimento de " Servo do Senhor pela Igreja Católica", para receber tal reconhecimento, um documento deve ser apresentado ao Vaticano solicitando e justificando o pedido. Após receber o decreto “Nihil Obstat”, o processo pode seguir adiante.

As "virtudes heróicas" do candidato, deverão ser reconhecidas, logo, torna-se Venerável. Todos os textos e discursos também são avaliados e, após isso, a Comissão formula um texto chamado "Positio". Esses processos são fundamentais, mas não são menos importantes que a comprovação de um fato considerado "milagroso", assim, poderá ser considerado Beato. A canonização exige outro "milagre" para que se concretize. #Religião