Além dos ataques ocorridos em Bruxelas, que tiveram como resultado até o momento 31 mortos e mais de 300 feridos, a última semana também ficou marcada por outros dois atentados a bomba no Iraque e no Paquistão, ambos no período da Páscoa. O primeiro, ocorrido na sexta-feira (25), teve como resultado ao menos 32 mortos e mais de 80 feridos na cidade iraquiana de Alexandria e sua autoria foi reivindicada pelo #Estado Islâmico (EI), mesmo responsável pelos ataques à capital belga. Já o segundo atentado, ocorrido neste domingo (27) na cidade paquistanesa de Lahore, teve proporções ainda maiores que o anterior, com no mínimo 72 mortes e 359 feridos, sendo reivindicado pelo grupo talibã Jamaat ul Ahrar.

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Jovens

Nas duas situações foram escolhidos pelos terroristas locais com uma concentração considerável de pessoas, sobretudo jovens, durante seus momentos de lazer: um estádio de futebol no Iraque e um parque no Paquistão. Como consequência, muitas vítimas correspondem a menores de idade, a exemplo da quantidade expressiva de pessoas na faixa de 10 a 16 anos que morreram no atentado iraquiano, respondendo por 17 das 32 mortes registradas até agora. Supõe-se, inclusive, que o terrorista seria um menor de idade que se infiltrou no meio da torcida a fim de atingir milicianos que lutam contra o EI no Iraque. Entre as vítimas, além do prefeito de Alexandria, Ahmed al Jafayi, também estariam militares e líderes do grupo miliciano Multidão Popular.

No Paquistão, 17 das vítimas fatais até o momento são crianças, além de 18 mulheres.

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Somados, eles correspondem a aproximadamente metade dos 72 mortos registrados pelas autoridades policiais de Lahore, segundo informações da Agência EFE. Além disso, dos mais de 300 feridos, 20 se encontram em situação crítica. O alto número se explica pela quantidade de famílias que estavam no local, principalmente cristãos comemorando o Domingo de Páscoa.

Motivações

O atentado realizado no Iraque pelo Estado Islâmico veio pouco tempo depois de o grupo radical sofrer sucessivas derrotas no território iraquiano que renderam a perda de localidades consideradas estratégicas para o controle da região. Segundo autoridades, o EI vem atuando cada vez mais nas regiões próximas à capital iraquiana, Bagdá, à medida em que vem perdendo espaço nas regiões Norte e Nordeste do país.

Já o Jamaat ul Ahrar, através de seu porta-voz, informou que a intenção com o ataque ao parque em Lahore neste domingo era atingir os cristãos que se reuniam no local a fim de celebrar a Páscoa. O comunicado veio acompanhado de mais ameaças ao afirmar que o atentado foi uma das ações que o grupo promete realizar ao longo deste ano batizadas de “Saut-ul-Raad” (“A Voz do Trono”).

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Do total, 10 vítimas fatais e 49 feridas no ataque seriam cristãs.

Cristãos

Tanto no Iraque quanto no Paquistão, países de maioria muçulmana, há uma forte perseguição aos cristãos. Não são raros os ataques registrados contra igrejas no território paquistanês, sobretudo em Lahore, região onde ocorreu o atentado deste domingo. Além disso, são recorrentes as acusações de ofensa ao Islã contra os cristãos paquistaneses, já que por lá há uma lei de blasfêmia que pode inclusive condenar à morte.

O mesmo se dá no Iraque, onde recentemente alguns cristãos denunciaram a situação de risco em que vivem no país nos locais dominados pelo Estado Islâmico, principalmente após o grupo conquistar a cidade de Mossul. Nela se concentrava a maior parte dos cristãos no Iraque e boa parte dos que escaparam se alojaram em Bagdá ou fugiram do país. #Terrorismo #Ataque Terrorista