O Kremlin, que representa o Governo central na Rússia. se pronunciou em nesta quarta-feira (9) afirmando veemente que é inconcebível que deputados da #Europa se intrometam no assunto de uma piloto da Ucrânia, Nadejda Sávtchenko, que está em uma prisão na Rússia depois que matou dois jornalistas russos

O caso é que um grupo composto de 57 deputados do conhecido Parlamento Europeu, também no dia 9, fez questão de assinar um documento que solicita a aplicação de sanções contra Vladimir Pútin, atual presidente russo, e mais 28 pessoas pelo tema da prisão e julgamento de Sávtchenko, assunto esse que os deputados europeus afirmam ser de caráter "ilegal". 

Enfim, de acordo com os políticos da Europa, as sanções deveriam até incluir o escopo de impedir que a Rússia entrasse na #União Europeia, bem como o congelamento de ativos russos e que fossem encampados os bens da Rússia em solo da União Européia. 

Por outro lado, Dmítri Peskov, que é o porta-voz de Pútin, falou com bastante clareza que o presidente não irá aceitar esse ensaio de interferência nos processos de âmbito jurídico que estão sendo tramitados na Rússia e que estão conformes com as leis daquele país e não será diferente com Sávtchenko, sendo o processo legal.

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Peskov reitera que “qualquer tipo de intervenção.é inadmissível”, na medida em que há o desenrolar do processo jurídico, e caso algum agente externo ouse se intrometer, isso será simplesmente intolerável. 

A Radio Svoboda da Rússia anunciou que nesse tal documento há os pedidos formais de sanção contra as seguintes autoridades: o diretor do FSB, Aleksandr Bortinkov, que é o serviço de segurança em lugar da KGB após os anos 1990; o chefe do comitê da Duma de Estado, Aleksêi Puchkov, uma espécie de câmara dos deputados russa para tópicos internacionais; do chefe da "República Popular de Lugansk", Ígor Plotnítski, que é uma república local autoproclamada, o qual é acusado pelos ucranianos de sequestrar Sávtchenko em 2014, e há ainda mais alvos no documento dos deputados europeus. 

Fato é que, Nadejda Sávtchenko, a militar da Ucrânia está sob acusação de ter assassinado no mês junho de 2014 dois jornalistas a trabalho pela TV estatal russa e pela rádio VGTRK, cujos nomes são: Anton Voloshin e Ígor Korneliok.

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O Comitê Investigativo da Rússia declara que a piloto ucraniana simplesmente atirou contras os 2 jornalistas, os assassinando, enquanto essa estava no batalhão de voluntários "Aidar". Logo depois, Sávtchenko teria atravessado a fronteira de modo ilegal, como mais uma refugiada sem identidade definida. Já a piloto diz ter sido  sequestrada. 

O procurador e acusador da Rússia contra a ucraniana requereu que ela pegasse 23 anos de cadeia. Nesta quarta-feira, houve a apresentação formal naquela que foi a última sessão no tribunal russo e Sávtchenko continua com a greve de fome iniciada em 3 de março. O que acontecerá com a piloto ucraniana só ficará sendo conhecido entre os dias 21 e 22 de março, por ocasião do proferimento da sentença pelo tribunal da Rússia. #Ataque