Milhares de manifestantes concentraram-se neste sábado (5) na cêntrica Praça do Povo de Roma, pedindo que os homossexuais tivessem seus direitos reconhecidos. A onda de protestos foi gerada depois que senadores aprovaram uma lei que tornava legal a união gay, porém os mesmos exigiram a exclusão do item que permitia adoção por casais do mesmo sexo.

Segundo a Agencia de noticias 'E', havia uma média de 10 mil pessoas reunidas em protesto por discordarem das 'novas normas'. Segundo eles, isso não é suficiente para garantir os direitos da Comunidade LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transsexuais).

Em discursos inflamados, membros das Associações e Organizações que representam a comunidade na Itália, garantiram que a luta vai continuar para que se consiga o direito de adotar crianças como qualquer casal hétero, e que elas precisam de proteção.

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Em 25 de fevereiro, o Senado italiano aprovou, em primeira leitura, projeto de lei reconhecendo a união gay na Itália. Contudo, o casamento homoafetivo não foi reconhecido. A cláusula que dava direito ao casal adotar filhos de um dos parceiros teve que ser retirada, devido às muitas divisões que se fizeram nos partidos governamentais e a completa oposição que membros conservadores do partido 'Novo Centro-Direita' fizeram, ameaçando não votar na lei.

"O projeto que o senado adotou em 25 de fevereiro não é nada satisfatório", disse a presidente da associação Famiglie Arcobaleno (Famílias Arco-iris), Marilena Grassadonia, à agência de notícias Reuters, já que para agradar os aliados de Centro-direita, "excluíram os direitos de adoção".

A lei foi criada na tentativa de ocupar um vácuo jurídico na Itália, que ainda aparece como o último país europeu que ainda não havia regulamentado o casamento homossexual.

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Depois de passar por adoção no senado, a lei tem um prazo de dois meses para sua aprovação pela Câmara de Deputados.

"Esta lei é um ponto de partida, não um destino final", disse a secretária nacional da associação Arcigay, ela pediu ainda igualdade total de direitos. #Família #Opinião #Manifestação