Nesta segunda-feira, 14 de março, o presidente russo Vladimir Putin surpreendeu ao ordenar o início da retirada das tropas da potência que estão localizadas em solo sírio. Depois de cinco meses bombardeando o país - que atravessa grave crise por conta da guerra civil e da forte presença do #Estado Islâmico - em ações coordenadas com outras nações europeias, e os Estados Unidos, os russos agora vão adotar outra estratégia.

Segundo o líder da Rússia, é o momento de retirar seu exército da Síria. Entretanto, ele deixou claro a intenção de manter a base aérea de Hmeymim, na província síria de Latakia, e que parte das tropas continuariam cercando o porto de Tartous.

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Durante a permanência dos russos no conflito, os locais foram os mais utilizados para bombardear regiões onde estariam localizados militantes do Estado Islâmico e opositores do ditador Bashar al-Assad. Os russos negaram que estavam protegendo o presidente e o alvo eram os terroristas, mas líderes ocidentais questionaram as ações militares das tropas de Putin.

O presidente foi claro em seu discurso e deixou evidente o interesse em não interferir mais na questão síria. "Eu acredito que a tarefa que eu coloquei para o Ministério da Defesa e para as Forças Armadas russas foi cumprida por inteiro”, disse Putin à imprensa russa, em reunião realizada no Kremlin, sede do governo, com os seus ministros do Exterior e da Defesa.

Putin destacou que o exército russo foi de suma importância no processo de pacificação na região, apesar de os conflitos continuarem de forma intensa.

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Já são mais de cinco anos de guerra civil. "O trabalho efetivo dos nossos militares criaram as condições para o início do processo de paz”, prosseguiu Putin, que telefonou para Assad, mas sem que o assunto "cessar-fogo" entrasse em pauta.

A retirada da Rússia da região pode contentar de certa forma o presidente norte-americano Barack Obama e outros líderes ocidentais, que enxergavam as missões de Putin como uma força-tarefa para fortalecer Assad. Entretanto, sem o reforço vindo de Moscou, os Estados Unidos precisarão encontrar novas alternativas para derrotar o Estado Islâmico e derrubar Assad. O cessar-fogo proposto pelos EUA e Rússia em meados de fevereiro serviu somente para acalmar alguns grupos rebeldes, ao passo que os terroristas continuam em ação no conflito da Síria. #EUA #Conflito na Síria