Poderia ser apenas mais uma manhã rotineira na Bélgica. Poderia ser apenas mais um desembarque normal no Aeroporto Internacional de Zaventem. Poderia ser apenas mais uma curta viagem no metrô Maelbeek, em Bruxelas, capital da Bélgica e coração da União Europeia. Poderia.

Mas o #Terrorismo desenfreado, aliado ao fanatismo religioso, elevado às máximas potenciais pela metodologia cruel do #Estado Islâmico, impediu que fosse. Os belgas jamais esquecerão a terça-feira, dia 22 de março de 2015. Quatro meses após os atentados em Paris, que mataram 130 pessoas, o grupo jihadista voltou a barbarizar o continente europeu e mostrou que o ocidente não está imune aos seus ataques.

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Ainda pela manhã, três explosões mudaram a rotina da capital belga. Duas delas ocorreram no aeroporto e uma no metrô. Não há, até o momento da edição desta matéria, a confirmação exata de vítimas, mas a imprensa local sugere 34 mortos e mais de 200 feridos. A procuradoria local informou que ao menos uma das explosões foi ocasionada por um homem-bomba, tática tradicionalmente utilizada pelos terroristas.

Segundo uma funcionária do setor de bagagens do aeroporto, que tragicamente presenciou os ataques, um homem teria gritado algumas palavras em árabe segundos antes da explosão. À agência France Presse, o prefeito Francis Vermeiren, de Zaventem, deu mais detalhes de como os terroristas se planejaram para penetrar no interior do aeroporto da cidade.

“Eles chegaram em um táxi, com várias malas.

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Nessas malas estavam as bombas. Dois deles colocaram as malas em um carrinho, e na sequência explodiram. Um terceiro também procedeu da mesma forma, mas teve medo e pânico, e então não explodiu”, comunicou.

Estado Islâmico

Como de costume após os seus atos de grande repercussão, o grupo autoproclamado Estado Islâmico utilizou as redes sociais para reivindicar a autoria do atentado na Bélgica. Além disso, os jihadistas fizeram questão de lembrar que aqueles que lutam contra o grupo terão “dias escuros” pela frente. O comunicado diz que os ataques foram realizados por uma “célula secreta” do califado, contra a “Bélgica que está lutando contra o Islã e seus seguidores”.

Charles Michel, primeiro-ministro da Bélgica, evidentemente condenou aquilo que chamou de “atentados covardes, violentos e cegos”. Ao mesmo tempo, admitiu que as autoridades e o governo do país esperavam algum ataque desse gênero. “Nós temíamos um atentado, e de fato ele aconteceu”, resignou-se.

Coincidência ou não, a Bélgica capturou na última sexta-feira (18) Salah Abdeslam, que estava foragido e era considerado um dos grandes mentores dos atentados terroristas em Paris, em novembro de 2015, que vitimou 130 pessoas e deixou mais uma dezena de feridos na capital francesa.

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O terrorista nasceu e também morava na Bélgica, mas tinha origem marroquina e nacionalidade francesa. Alguns investigadores acreditavam que havia sido ele o motorista do carro que largou três terroristas homens-bomba próximo ao Stade de France, em Saint Denis. Naquela noite do dia 13 de novembro, o estádio foi um dos alvos do Estado Islâmico. #Ataque Terrorista