Sobre a supervisão do físico renomado Philip Lubin, o departamento de Pesquisas Científica da Agência Espacial Norte Americana (Nasa), está trabalhando em um projeto que usa feixes concentrados de laser para dar impulso a um tipo de vela que deverá ser instalado por trás da espaçonave. Com isso será possível chegar a uma velocidade razoável à velocidade da luz, tornando uma viagem ao planeta Marte bem mais em conta. Atualmente, com a atual tecnologia, um foguete impulsionado a combustão levaria em média cinco meses. O projeto do Dr. Lubin pretende diminuir esta viagem para três dias: ''os movimentos eletromagnéticos e/ou uso de fótons é semelhante a uma velocidade, próxima da velocidade da luz. Já as velocidades movidas pela queima de combustíveis estão limitados a um processo onde ocorre um processo de química'', explica Lubin.

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Ele afirma que os fótons não possuem uma massa, mas mesmo assim apresentam uma grande energia cinética capaz de se chocar contra um objeto e transferir parte de sua energia para o ele, gerando um mega impulso. A equipe de Philip Lubin já trabalha no projeto há algum tempo e em 2015 receberam do governo norte americano mais investimentos para iniciar os testes. ''Já está mais do que na hora de iniciarmos uma nova jornada, a qual irá além de nossos lares'', disse o cientista em entrevista à BBC News.

Durante o estudo, foi desenvolvido um relatório contendo mais de 35 páginas com importantes fórmulas matemáticas e gráficos com recursos, como oxigênio, água e alimentos. Outro estudo detalhado cita que a morte dos primeiros pioneiros em Marte ocorreria por asfixia dentro de 70 dias.

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Sendo assim, eles deveriam produzir alimentos em solo marciano para seu sustento e para a produção de oxigênio, já as demais tecnologias seriam usadas para reequilibrar a atmosfera marciana ainda em fase de desenvolvimento.

Fora isso, os colonizadores precisarão de vários tipos de peças para reposição. Essa missão está orçada em mais de US$ 4 bilhões. De acordo com os organizadores do projeto, este valor tende a aumentar devido ao envio de outros equipamentos. O projeto denominado ''Mar One'', de co-autoria do bilionário holandês Bas Lansdorp, prevê o envio do homem a Marte em 2024. A tripulação será formada por quatro pessoas voluntárias, as quais deverão colonizar o planeta vermelho sem direito de retornarem à Terra. Atualmente, mais de 200.000 pessoas de diversos países estão inscritas voluntariamente para participarem do projeto. O assunto gera muito ceticismo por parte da sociedade, por outro lado, recebe o apoio de cientistas. Esse projeto já foi ganhador do Nobel de Física em 2009, denominado de Gerard't Hooft. #Entretenimento #Curiosidades