A maior tragédia da história da comunidade imigrante portuguesa revelou um cenário verdadeiramente arrepiante quanto às condições de segurança que os portugueses viajam por toda a #Europa. Em entrevista ao canal “TVI24”, vários imigrantes portugueses, que assistiram aos muitos funerais realizados em Portugal em honra das vítimas, garantiram que as condições onde essas doze pessoas viajavam não são assim tão surpreendentes e que mesmo eles já passaram por situações semelhantes, principalmente por causa do dinheiro, mas também por causa dos seus trabalhos.

“É tudo por causa da vontade de cá estar. Também vim muitas vezes de minibus porque o patrão só nos avisava à última da hora que podíamos tirar férias e depois o avião ficava muito caro”, garantiu Joaquim Oliveira, antigo imigrante de Friburgo, Suíça, em entrevista ao canal “TVI24”, revelando novamente as condições desumanas em que muitos portugueses são obrigados a viajar para regressar ao seu país.

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Contudo, e como resposta a essa enorme tragédia, a comunidade imigrante portuguesa tenciona agora denunciar todas as empresas de transportes ilegais que tenham essas práticas e que dão clara prioridade ao lucro que possam ter, ao invés da segurança dos seus clientes, sobretudo em viagens com uma duração que ronda as 20 horas. “Nunca pensei que uma viatura de mercadorias estivesse transportando pessoas”, garantiu o presidente de uma das aldeias portuguesas que mais vítimas teve após essa tragédia que está abalando Portugal e também a França, local do acidente, e a Suíça, país onde os doze estavam vivendo há vários anos.

Tal como rapidamente se percebeu pelas várias testemunhas que já falaram com a imprensa internacional, o dinheiro e as exigências dos patrões para com os imigrantes são as principais razões para que as pessoas depois sejam “obrigadas” a viajar em condições tão desumanas e que claramente são ilegais e, sobretudo, irresponsáveis.

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Quanto ao dono da empresa, que detinha a viatura que transportava ilegalmente as doze pessoas, vai agora ser ouvido pelas autoridades francesas e, muito provavelmente, juntamente com o motorista, vai ser acusado de homicídio involuntário, o que pode levar a uma condenação até 10 anos de prisão. #Investigação Criminal #Imigração