Segundo uma publicação da BBC News, foi iniciada, nesta segunda-feira, 07/03, em Bruxelas, uma importante reunião de cúpula da União Europeia sobre a crise de imigração na #Europa. Sendo esta vista até agora como uma das piores crises de #Refugiados desde a segunda guerra mundial.

Um dos pontos da reunião foi o bloqueio da principal rota de migração através dos Balcãs, que sempre foi usada por milhares de pessoas para chegar a parte mais ricas do continente. Em uma prévia de declaração da reunião, foi revelado que a UE iria em breve declarar a rota como fechada, porém houve rejeição por parte do governo alemão, que levou o comunicado como pura especulação.

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A chanceler alemã, Ângela Merkel, disse que todos os países, incluindo a Grécia, devem entender que não podem simplesmente se cercar e fechar suas fronteiras.

A rota para a Grécia

No ano passado, mais de um milhão de refugiados chegaram ilegalmente a UE utilizando barcos, seguindo a rota da Turquia em direção a Grécia. Outros deixaram a Grécia para tentar chegar ao norte da Europa, mas já foram introduzidos controles de fronteira em pelo menos oito países.

Há por volta de 13.000 imigrantes atualmente no norte da Grécia, devido a Macedónia, com apoio da Croácia, Hungria e Eslovénia, fechar as suas fronteiras.

Acordo com a Turquia

A Turquia também foi convidada a participar da cúpula, pois a UE pretende pressionar o governo turco a abrir as portas para receber novamente os migrantes, compensando o país em 3,3 bilhões de dólares em ajuda.

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Porém, a Turquia quer mais do que 3,3 bilhões de dólares prometidos pela UE. Ela diz que já gastou 8 bilhões de euros e ainda impõem outros requisitos: Isenção de visto completa para os seus cidadãos para transitar na zona Schengen (uma zona de acordo que permite a viagem sem passaporte por 26 países sem necessidade de visto da UE); e aceleração da adesão do país à UE.

"Hoje é sobre encontrar uma solução duradoura juntamente com a Turquia... tentando encontrar uma maneira de parar a imigração ilegal e melhorar as condições de vida dos refugiados", comentou um dos representantes da cúpula. #Crise migratória