Quando o assunto é Grécia, o imaginário das pessoas viaja muitas vezes para ilhas de casinhas brancas, telhados azuis e mares paradisíacos ou ainda para as narrações repletas de mitologia milenar do seu povo. Entretanto, a Grécia é muito mais do que isto e também carrega mistérios na sua atualidade e eventualmente, descasos do poder público para com alguns de sua população, assim como no Brasil. 

Há na Grécia uma pequena vila cujo nome é Ropoto, que se localiza aproximadamente a 24 quilômetros da exuberante cidade grega de Trikala, região noroeste da Tessália. Infelizmente, a vila deserta em questão está gradativa e lentamente desaparecendo ou literalmente escorregando para deixar de existir. 

A vila, que fica sobre uma colina, foi habitada anteriormente por uma comunidade grega simpática e agitada.

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Todavia, a partir de 2012, houve um deslizamento do solo que provocou a descida de muitas casas e até alguns edifícios da localidade pela encosta abaixo, até mesmo porque a maior parte da topografia grega é composta de montanhas. Não morreu ninguém na ocasião, mas por outro lado, um número superior a 300 famílias foram removidas das casas e por isso, Ropoto é hoje uma cidade fantasma. 

O grego Geórgios Roubies, ex-presidente do conselho da vila, falou através de um mini-documentário feito pela Greek Reporter sobre a tragédia grega moderna ocorrida na cidade com este fenômeno da natureza. Roubies guiou a equipe de filmagem através da aldeia disforme e em ruínas, narrando simultaneamente a pouca atenção dada pelo governo para com os moradores e as dificuldades pelas quais passam até hoje. 

A primeira catástrofe se deu em 12/04/2012, quando a população empurrava as águas para fora da aldeia, o que é comum nessa época do ano no país.

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Apesar do deslizamento do solo ser recente, os prenúncios ocorriam desde os anos 60, com o aparecimento de rachaduras nas encostas das montanhas. Época em que alguns habitantes tiveram que ser removidos para um local distante do centro do vilarejo. Lamentavelmente, os políticos locais não concordaram com os estudiosos e cientistas do caso, ignorando os acontecimentos. 

Roubies ainda revela que nenhuma autoridade avaliou os prejuízos causados ou mesmo auxiliou os desabrigados depois da tragédia. O local anteriormente era famoso pela produção de saborosas maçãs, mas de acordo com Geórgios, existem pessoas vivendo em celeiros e os problemas continuam, pois a vila toda continua afundando rapidamente. #Turismo #Viagem #Europa