O governo russo expressou todo seu entusiasmo com a passagem do presidente norte-americano Barack Obama por Cuba, neste fim de semana. Após mais de 80 anos sem que o principal mandatário dos EUA pisasse em solo cubano - o último fora Calvin Coolidge, no longínquo ano de 1928 -, Obama tratou de dar um novo passo para que as duas nações se reaproximassem ainda mais, com o fim de sanções econômicas e mais acessibilidade diplomática.

Nesta segunda-feira, dia 21 de março, o Kremlin, sede do governo russo, celebrou o acordo entre Estados Unidos e Cuba. A Rússia, aliada dos cubanos desde de os tempo da Guerra Fria, vê com bons olhos que políticas diferentes possam conviver em paz depois de tanto tempo distantes.

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Desde a década de 1960, os Estados Unidos, como forma de tentar deter o comunismo na ilha liderada por Fidel Castro, tomou uma série de medidas para conter o avanço de seus vizinhos e, consequentemente, da União Soviética.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, realizou uma teleconferência com jornalistas após o encontro entre Obama e Raúl Castro - atual presidente cubano, para comentar o ponto de vista da Rússia sobre a reaproximação dos países. "Décadas de relações amigáveis ligam Rússia e Cuba", comentou. A declaração soou até de forma surpreendente, já que os Estados Unidos e os russos não têm mantido relações tão próximas quanto aos temas de política externa nos últimos anos.

Entretanto, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, através de seu porta-voz, deu indícios de que está novamente aberto ao diálogo e, acima de tudo, é de benefício mútuo que todos os países envolvidos se entendam da melhor maneira possível.

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"Temos interesse que Cuba, amigável a nós, mantenha boas relações com seus vizinhos e acima de tudo com os Estados Unidos", explicou Dmitry Peskov durante a conversa com a imprensa local e internacional.

No domingo, Barack Obama cumpriu com a sua agenda em Havana, capital de Cuba, e apesar de não ter sido recebido por uma multidão, os que estiveram em sua recepção demonstraram apoio ao ex-adversário. Parte do acordo entre cubanos e norte-americanos envolve mais facilidade para a realização de operações financeiras em dólares, além de facilitar o turismo e o intercâmbio entre os países. Nesta semana, o líder dos Estados Unidos ainda passará pela Argentina, com o intuito de divulgar os documentos oficiais sobre a ditadura que atingiu o país sul-americano entre 1976 e 1983. #Comunicação #Crise #EUA