Gulchekhra Bobokulova, a babá acusada de decapitar a pequena Nastya Meshcheryakova, de 4 anos, foi apresentada em um tribunal russo, e aparentava não demonstrar qualquer remorso pelos seus atos.

A mulher de 38 anos matou Nastya estrangulada, decepou sua cabeça com uma faca de cozinha, trocou de roupa e se dirigiu, vestindo uma burca, para a estação de metrô de Oktyabrskoye Pole, em Moscou, onde mostrou cabeça da menina para os transeuntes e começou a gritar que era uma terrorista.

No tribunal, as pessoas presentes puderam fazer algumas perguntas à assassina. Ela disse que se declarava culpada, e quando lhe perguntaram se sentia remorso pelo que fez, apenas balançou a cabeça, em negativa.

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Um jornalista indagou a Gulchekhra qual teria sido a razão para ela decapitar a criança, ao que a mulher respondeu: “Alá me mandou”.

De dentro da cela onde estava presa, Gulchekhra teria dito: “Alá está enviando um segundo profeta para nos dar boas novas de paz”, e teria afirmado também que estava faminta, pois não tinha sido alimentada, e iria morrer em uma semana.

Investigação

Gulchekhra foi levada para o apartamento em Moscou onde o assassinato aconteceu apenas 16 horas após o #Crime, onde ela confessou seus atos. Nastya foi morta por volta das 08h40, na segunda-feira (29) de manhã, e os detetives à frente do caso agora suspeitam que a babá possa ter agido com um cúmplice, que possivelmente seria um fanático extremista ligado ao grupo terrorista Estado Islâmico.

A polícia de Moscou está analisando imagens de câmeras de circuito interno das redondezas de onde se localiza o apartamento, e está procurando pelo namorado ou marido não oficial da babá, conhecido como Mamur Dzhirakulov, de 46 anos de idade, que seria o responsável por radicalizá-la.

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Um parente da pequena Nastya afirmou que Gulchekhra teria se casado pela segunda vez em sua vida durante uma viagem feita ao Uzbequistão, sua terra natal, há cerca de 18 meses atrás, e que depois disso teria mudado drasticamente de comportamento, passando a vestir burca e rezando em seu quarto. Por isso, a polícia suspeita da radicalização feita por um integrante do Estado Islâmico.

Problemas psiquiátricos

Ao ir para a Rússia a procura de trabalho, Gulchekhra escondeu fatos relacionados a condições médicas preocupantes. Uma fonte da polícia do Uzbequistão declarou que os pais da assassina e seu primeiro marido, do qual já havia se separado há algum tempo, foram chamados para prestarem depoimentos, pois a babá foi registrada em uma clínica psiquiátrica naquele país, tendo, inclusive, sido classificada oficialmente como “louca” em sua ficha médica, no ano 2000, e portadora de esquizofrenia. Nesta época, ela estaria sofrendo de ataques psicóticos, por vezes seguidas. Seu ex-marido, Radmin, com o qual teve 3 filhos, a teria deixado por considerar perigoso viver com ela.

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A mesma fonte policial disse que todos os que conviviam com Gulchekhra no Uzbequistão sabiam de sua condição: "Todo mundo aqui sabia da Gulchekhra. Ela é uma mulher estranha, para dizer o mínimo”. #Europa #Investigação Criminal