A imprensa belga apurou que membros da célula terrorista que atacou Bruxelas, na terça-feira, dia 22 de março, estavam com planos ambiciosos de destruir uma usina nuclear na Bélgica. Porém, após a prisão de Sahah Abseslam, mentor dos ataques que atingiram Paris, em 13 de novembro de 2015, os terroristas do #Estado Islâmico resolveram antecipar seus planos, detonando bombas no aeroporto e no metrô da capital belga. A ação deixou 34 mortos e centenas de feridos, alguns em estado grave.

As informações, divulgadas pelo jornal DH, indicam que procuradores da Bélgica estavam investigando militantes do Estado Islâmico, com a suposta intenção de monitorar funcionários de uma importante usina nuclear.

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Os irmãos Khalid e Ibrahim Bakraoui, responsáveis pelas explosões dos carros-bomba em Bruxelas, foram apontados como os jihadistas responsáveis por atuar neste plano de ação, que poderia render uma tragédia sem precedentes no coração da Europa.

Ainda segundo o diário belga, fontes da polícia confirmaram a existência de vídeos que comprovavam o interesse de Khalid e Ibrahim Bakraoui na rotina dos funcionários da usina em questão, e de outros dirigentes ligados ao programa nuclear belga. Com tais informações em seu poder, procuradores passaram a cercar os suspeitos, deslocando forças militares para regiões que poderiam servir de alvos em potencial dos terroristas. Aproximadamente 140 homens do exército estavam envolvidos na operação, para preservar três centros nucleares e potenciais alvos do EI.

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Retaliação do Estado Islâmico

A prisão de Sahah Abseslam, entretanto, precipitou uma represália por parte do Estado Islâmico, que optou por atacar alvos pontuais em Bruxelas, já que a polícia fechou o cerco contra outros suspeitos que ainda se encontrariam na capital. Logo após os lamentáveis episódios de terça-feira, o Estado Islâmico assumiu a autoria dos atentados e ainda provocou as potências ocidentais, ao afirmar que o ataque realizado na Bélgica era apenas o início de algo muito pior para quem fizesse frente ao grupo jihadista. Os atentados contra Bruxelas aconteceram somente quatro dias depois da detenção de Sahah Abseslam, o que inspira cuidados sobre como o poder de reação do EI é extremamente rápido. #Crise #Ataque Terrorista