Para quem pensava que com a saída das tropas da Rússia na guerra da Síria ordenada por Vladimir Putin, o perigo de conflitos em proporções mundiais diminuiria, enganou-se redondamente. Em 24/11 do ano passado um caça SU-24 russo foi derrubado quando operava em território sírio a partir do ataque de um F-16 da Força Aérea Turca, caracterizando a violação do espaço aéreo da Síria pela Turquia. 

Poucos dias atrás foi a vez dos russos dispararem 2 vezes seguidas contra aviões de combate F-16 oriundos de #Israel conforme veiculado recentemente por um jornal israelense. Apesar da fonte não ter revelado exatamente quando ocorreram os disparos, local dos mesmos ou se os aviões de Israel foram atingidos, presume-se que não faz muito tempo da ocorrência do agravamento bélico. 

Notícias veiculadas pelo Debka, que é um site de Israel, chegaram a confirmar que os disparos aéreos ocorreram dia 20/04, quarta-feira, onde uma formação de 4 aviões F-16 israelenses, invadiram novamente o espaço aéreo da Síria e se aproximaram bastante de Hamaimim, local onde fica a base aérea síria com grande concentração das tropas da Rússia no país. 

Não deu outra, pois imediatamente o comandante russo, ordenou que 2 aeronaves SU-30 alçassem vôo e interceptassem os caças de Israel, enquanto que paralelamente as temidas baterias antiaéreas russas, S-300 e S-400, foram disponibilizadas para disparar a qualquer momento, configurando estado de alerta total. 

Os 4 F-16 israelenses retornaram para a base, dando meia volta, sem maiores notificações de se foram alvejados ou não pelos russos.

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O mesmo foi feito pelos SU-30 da Rússia retornando para Hamaimim. 

Paralelo a todos esses acontecimentos, O Canal 10, da TV de Israel revelou que um avião russo aproximou-se de modo agressivo de um outro israelense duas semanas atrás, agora já no lado mediterrâneo da Síria; porém, não havendo contato de espécie alguma entre ambos. 

O cenário do Oriente Médio lembra uma grande caixa de marimbondos em polvorosa, mas é inegável que o Estado judeu vez após vez viola intencionalmente o espaço aéreo da sempre inimiga Síria sob o pretexto de atacar com bombas os militantes no interior do país árabe. 

Benjamin Netanyahu, que é o 1.º ministro mão-de-ferro israelense, fez absoluta questão de abordar o tema com Putin, quando o israelense esteve em visita a cidade de Moscou, até mesmo porque, o presidente russo tinha recepcionado Mahmud Abbas, atual presidente da Autoridade Palestina dias antes de Netanyahu. 

As implicações “efeito dominó” são tantas que um jornal de Israel mencionou que também a Jordânia, na pessoa do rei Abdullah II, ventilou que caças jordanianos F-16 (todos eles fabricados nos EUA), os quais escoltavam aeronaves de Israel, foram confrontados por aviões de combate russos na região da fronteira sírio-jordaniana. 

O Kremlin por sua vez, na fala de Dmitry  Peskov, que é o porta-voz de Vladimir Putin, veio logo em público dizer que todos os incidentes relatados pela mídia sensacionalista de Israel está muito longe de ser comprometida com a verdade.

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Obviamente vale a pena se fazer alguns questionamentos, tais como: Jordânia escoltando caças de Israel... não é algo um tanto surreal? Israel e Turquia reatando laços de amizade, talvez com o interesse de acabar esquartejando de vez o território sírio? Quando em 2015 o piloto jordaniano que foi queimado vivo pelo Daesh ou Estado Islâmico, o que o ocidente fez de efetivo para acabar com os terroristas. Enfim, são perguntas que não querem se calar! #Acidente #Coalizão russa