Não está fácil para ninguém. Uma figura política conhecida por ter feito diversos acordos com Dilma Rousseff está agora na mira das investigações da justiça Argentina. A terra do Tango decidiu ir para  cima de Cristina Kirchner, que depois de deixar a presidência passou a ser alvo de uma apuração que quer comprovar se ela lavou ou não dinheiro. O pedido de investigação foi solicitado neste sábado, 09, por Guilhermo Marijuan, um promotor que está a frente do caso. Depois de conversar com uma testemunha de alto gabarito e essa fazer a chamada "delação premiada", o promotor pediu que a justiça autorize que Cristina também seja apurada. 

E já tem até data para o depoimento da ex-presidente, o próximo dia 13.

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Curiosamente, o momento político conturbado acontece justamente no momento em que o #Impeachment de Dilma corre a todo o vapor na Câmara dos deputados. A votação contra a petista deve acontecer no dia 17, quatro dias depois do depoimento de sua aliada no exterior. Kirchner é acusada de vender dólares para o chamado mercado futuro através do banco estatal argentino justamente na época em que seu mandato chegada ao fim. Isso acabou prejudicando as contas argentinas e o prejuízo para os hermanos chega a quase oito bilhões de reais. Além disso, Cristina também teria feito a chamada malversação dos fundos. 

Assim como acontece com Dilma no Brasil, a ex-presidente argentina também tem simpatizantes. No dia de seu depoimento à promotoria, está programada uma grande manifestação organizada pelo partido de Kirchner e seu marido, que ficaram de 2003 até 2015 no poder.

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Os protestos já estavam sendo organizados antes mesmo da promotoria anunciar que a ex-presidente também era investigada por malversação dos fundos. Mesmo depois da segunda acusação, os simpatizantes prometem lotar as ruas. 

A investigação sobre lavagem de dinheiro no governo argentino começou ainda em 2013, mas vem se arrastando. Nas últimas semanas, no entanto, muitos episódios sucessivos fizeram a apuração correr de maneira impressionante. O presidente Maurício Macri também pode ser atingido pelas delações premiadas. Além dessa investigação, seus parceiros também estão sendo apurados em outra apuração, de nível internacional, a 'Panamá Papers'.  #Lula #Dilma Rousseff