Segundo a NBC, os Estados Unidos culparam o governo sírio pelo #Ataque aéreo desta quarta-feira, 27, a um hospital vinculado à ONG Médicos sem Fronteiras, em Aleppo, na Síria, em uma área controlada por rebeldes. 

"Estes ataques foram conduzidos pelo regime, exclusivamente pelo regime. Os fatos ainda estão surgindo, mas cada fato que vimos até agora aponta para o regime", disse John Kirby, porta-voz do Departamento de Estado dos EUA.

Segundo a ONG, pelo menos três dos médicos que estavam trabalhando no hospital al-Quds foram mortos, inclusive o último pediatra do local, Dr. Wassin. "Este ataque devastador destruiu um hospital vital em Aleppo e o centro de referência de pediatria na área", disse Muskilda Zancada, líder da missão MSF na Síria.

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"Onde está a indignação entre aqueles que têm a obrigação e o poder de parar esse massacre?"

O ataque aconteceu em meio a um "cessar-fogo" que havia sido acordado entre o governo e a oposição no dia 27 de fevereiro. No entanto, várias facções envolvidas no conflito não assinaram o acordo, e continuaram com os ataques.

Ainda não se sabe quem foi o responsável pelo ataque, mas de acordo com a revista "Slate", os opositores ao regime culparam o governo de Bashar Al-Assad pelo bombardeio.

Confira o vídeo feito pelo site "Syria Direct":

Ewan Watson, porta-voz do Comitê Internacional da Cruz Vermelha, disse que qualquer ataque a um hospital é um crime de guerra e isso é inaceitável. "Mas depende de um investigador e pra um tribunal tomar essa decisão, se é um crime de guerra ou não", disse.

O Secretário de Estado John Kerry criticou Bashar Assad pelo que "parece ter sido um ataque deliberado em uma conhecida instalação médica" e chamou seus aliados russos para reinar em seus ataques.

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No Twitter, o Médicos sem Fronteiras postou: "Nós condenamos a destruição do hospital Al Quds em #Aleppo, privando pessoas de cuidado de saúde essencial. Hospitais #nãosãoalvos, #Syria".

Segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos, mais de 200 pessoas (sendo dois terços delas do lado da oposição) foram mortas em Aleppo, que é dividida entre os rebeldes e as forças governamentais, após seis dias de bombas e bombardeios rebeldes. #Terrorismo