Lamentavelmente, mais um conflito armado está acontecendo, neste momento, em uma parte distante do globo. Trata-se da disputa pelo enclave da região de Nagorno-Karabakh entre duas repúblicas da ex-URSS – União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, a saber: a Armênia e o Azerbaijão, respectivamente, países cristão e muçulmano. Coincidência ou não, novamente, a #Religião se faz presente nos conflitos nacionalistas. 

Em 02 de abril, o presidente da Armênia, Serzh Sargsyan, veio a público, no Conselho de Segurança Nacional, relatar que 18 militares de seu país já morreram e 25 soldados ficaram feridos nos combates mais recentes em Nagorno-Karabakh, contra as tropas do seu vizinho, o Azerbaijão.

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Enfim, Sargsyan confirmou que, de acordo com as últimas notícias da frente de guerra, os combates entre os dois países produziram realmente baixas do lado armênio. 

O próprio presidente Sargsyan relatou que se trata do mais grave conflito na região entre as duas nações, desde o ano de 1994, ocasião em que foi declarado mutuamente o cessar fogo entre os dois exércitos, cristão e muçulmano.  A mais alta autoridade armênia fez questão de salientar que a trégua de paz foi rompida por meio das provocações e ataques bélicos iniciados pelo Azerbaijão. 

Sargsyan disse, no encontro, que foi pela resposta rápida das tropas armênias, que eles conseguiram êxito em poder dominar as variáveis adversas no campo de batalha e até provocar perdas substanciais ao inimigo muçulmano do Azerbaijão. 

Por sua vez, Ilham Aliyev, que é o homólogo político do presidente Armênio no Azerbaijão, reconheceu que 12 soldados da república muçulmana foram abatidos pelas tropas da Armênia nos combates dos últimos dias. 

Nagorno-Karabakh é uma área montanhosa de posse da Armênia e os conflitos com o Azerbaijão tiveram um recomeço porque ambos os países trocam acusações mútuas sobre quem foi o autor da violação da trégua de paz estabelecida em 1994. 

Em Washington, capital norte-americana, durante uma cúpula de âmbito global, Ilham Aliyev afirmou em tom duro que a Armênia firma prerrogativas para “libertar” Nagorno-Karabakh, o qual o presidente do Azerbaijão classificou como “território ocupado”. 

Alguns observadores internacionais podem pensar que os dois países não são tão significativos na esfera política e militar global.

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Entretanto, o mundo está interligado em uma trama diplomática nunca antes vista com a globalização. Outro fator, é o questionamento de quem pode estar por trás dos conflitos e quem pode se beneficiar com o mesmo, onde a atenção se vira para EUA, Rússia, Turquia e Israel. 

Desde que o Azerbaijão se tornou independente da ex-URSS, tendeu para o Ocidente e possui uma base importante de onde, facilmente, os países ocidentais poderiam lançar um ataque ao Irã, por exemplo, mesmo sendo esse último também de formação muçulmana. 

Nesse grande jogo de xadrez mundial entre as nações, a sociedade espera que tanto o Azerbaijão, que já passou por inúmeras dificuldades, quanto a Armênia, que sofreu um dos maiores genocídios da história humana nas mãos da arbitrária Turquia, possam encontrar rapidamente o caminho da reconciliação, pois absolutamente nada pode justificar a morte de seres humanos em mais um desastroso conflito armado no mundo. #Guerra Civil #ONU