Uma das principais testemunhas do caso que abalou a comunidade imigrante portuguesa, garantiu que os três condutores das viaturas, que além de transportar mercadorias também tinham muitos passageiros, estariam envolvidos em uma espécie de desafio/brincadeira para ver quem terminaria a viagem em último. Em entrevista ao canal “RTP”, a testemunha, que acompanhou a viagem das três viaturas da empresa ilegal de transportes, garantiu que a última viatura, quando estava atrás das outras, ligava os piscas e fazia manobras perigosas para ultrapassar as outras duas.

Tal como as autoridades francesas suspeitavam, a causa do acidente que matou doze imigrantes portugueses teria sido uma ultrapassagem mal calculada pelo motorista mais inexperiente, que fez com que a sua viatura batesse de frente contra um caminhão.

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Contudo, o que não se sabia, pelo menos até agora, é que essa ultrapassagem pode ter sido motivada por uma brincadeira que as três viaturas da mesma empresa estavam fazendo naquela trágica noite.

Em entrevista ao canal “RTP”, um motorista, também ele imigrante português, revelou as atitudes macabras que os três motoristas, incluindo o tio e o jovem de 19 anos, tiveram antes da enorme tragédia. “Eles andam sempre a ver quem é que vai à frente. O condutor perguntava: Aonde é que estás? Isso não anda nada? Nunca mais chegas aqui”, garantiu a testemunha que presenciou de perto a tragédia. “Três viaturas, todas elas deviam trazer mercadoria e passageiros, e ao passar a última, liga os quatro piscas, e ultrapassa as outras duas”, concluiu a testemunha que não quis dar a cara em entrevista ao canal da “RTP”.

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Em um momento em que o dono da empresa e o jovem motorista estão detidos, a imprensa internacional garante que ambos vão ser acusados por doze homicídios involuntários e que o mais certo é que passem os próximos meses em prisão preventiva, dado o possível risco de fuga dos acusados. Com mais este depoimento chocante de uma das principais testemunhas do caso, as autoridades tem cada vez mais argumentos para avançar para uma pena que pode ir até 10 anos de prisão. #Europa #Investigação Criminal #Emigração