Tudo o que podia parecer uma grande piada ao mundo aconteceu no dia 14 de abril, quinta-feira, quando os Estados Unidos acusaram um outro país de fazer um voo agressivo e provocativo sobre um navio de guerra da Marinha norte-americana, pois geralmente são os norte-americanos os acusados de executar esse tipo de procedimento em situações de tensão e conflito. 

O incidente que aconteceu no início da semana só veio à tona no dia 14, ocasião em que o comando militar dos #EUA veiculou um vídeo gravado por um celular e também fotos com helicópteros e aviões de combate da Rússia realizando vôos de aproximação em relação ao destróier estadunidense Donald Cook nas águas internacionais do Mar Báltico. 

O Governo norte-americano disse estar preocupado com o ocorrido, na medida em que classificou a manobra dos russos de "pouco profissional", ratificando que a mesma prejudica o fator segurança de todos os envolvidos no contexto.

Publicidade
Publicidade

Segundo o porta-voz oficial do Pentágono, a distância em que o caça Sukhov SU-24 da Rússia passou pela embarcação dos EUA foi de somente 10 metros.

 

Por outro lado, Igor Konashenkov, que é major-general do Ministério de Defesa da Rússia fez questão de frisar que os aeronautas da Força Aeroespacial do seu país estavam realizando um voo de rotina e obedeciam todas as normas e regulamentações no que diz respeito a segurança. 

Konashenkov não negou que a trajetória em si do caça SU-24 não tivesse tangenciado o local em que se encontrava o navio de guerra dos Estados Unidos, mas reiterou que a 70 quilômetros daquele ponto, fica estabelecida uma base naval da Rússia, o que faz com que aquele espaço aéreo seja frequentemente visitado por caças russos.  "Ao ter o navio no raio de visão, os pilotos russos se desviaram em conformidade com todas as regras de segurança", falou Konashenkov. 

Diante de um cenário político e diplomático tão conturbado entre os EUA e a Rússia, alguns comentaristas e observadores internacionais, fazem questão de frisar que essa situação difere completamente, por exemplo, daquela de novembro de 2015 em que um outro SU-24 da Rússia foi abatido pela Turquia em espaço aéreo sírio sem justificativa alguma ou ainda é o oposto dos históricos quase que diários de violação e provocação belicista de aviões turcos no espaço aéreo da Grécia

Quais serão as cenas dos próximos capítulos nessa difícil e acirrada queda de braço entre norte-americanos capitalistas e os russos interessados em aumentar a sua influência internacional? Só o tempo fornecerá conclusões definitivas sobre mais essa falta de entendimento entre as nações.

Publicidade

#Acidente #Coalizão russa