Há quase dois anos, a província costeira de Zhejiang, localizada na #China, vem sofrendo com uma campanha deflagrada pelo próprio governo, que tem a intenção de erradicar o cristianismo do local.

A administração pública já demoliu mais de 2 mil cruzes, e de janeiro a março de 2016, destruiu 49 igrejas. A justificativa para sua investida é que esta é uma campanha para regular “locais excessivamente religiosos”, o que tem deixado comunidades cristãs horrorizadas.

A denúncia da remoção de crucifixos foi confirmada pela China Aid, uma organização de direitos humanos internacional que promove a liberdade da prática do cristianismo no país.

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Religião em crescimento

Apesar de ainda ser minoritário e sofrer perseguições, o cristianismo é uma #Religião em crescimento na China, e compreende o protestantismo, o catolicismo e o ortodoxismo, que em território chinês são chamados de Religião de Cristo, Religião do Senhor dos Céus e Religião Ortodoxa/Correta do Oriente, respectivamente.

O governo chinês, porém, impõe uma série de restrições no que diz respeito à prática do cristianismo. Somente residentes maiores de 18 anos podem se reunir em encontros religiosos, que devem, além disso, ser sancionados oficialmente pelas autoridades governamentais. O controle é feito pelo Conselho Cristão da China, pela Associação Patriótica Católica Chinesa e pelo Movimento Patriótico das Três Autonomias.

Perseguição

Várias pessoas que tentaram impedir a remoção das cruzes em Zhejiang acabaram sendo presas.

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O advogado especializado em direitos humanos, Zhang Kai, foi um dos detidos, mesmo tendo criado uma campanha absolutamente legal contestando a retirada dos crucifixos.

Por causa de sua iniciativa, Kai ficou preso durante 6 meses, e além disso, foi forçado a aparecer no canal de TV estatal para ”confessar” seus crimes contra o governo chinês. Líderes religiosos locais vieram a público e condenaram a confissão forçada do advogado.

Paul Robinson, presidente-executivo da Release International, entidade que dá suporte a cristãos perseguidos pelo mundo, se mostra temeroso com a situação em Zhejiang. "Há preocupações de que esta campanha para reduzir a visível presença cristã na província possa ganhar impulso e se espalhar por toda a China", declarou.

Assista à remoção de cruzes: