Na tarde desta quinta-feira, 7, o grupo extremista autodenominado Estado Islâmico (ISIS) raptou 300 trabalhadores de uma fábrica na cidade de Dumeir, na Síria.

Os trabalhadores estavam em um alojamento de uma fábrica de cimentos, de acordo com a imprensa local, e foram forçados a deixar o local. De acordo com fontes locais, depois do rapto ninguém conseguiu contato com as vítimas.

Ainda de acordo com fontes locais, os terroristas já haviam tentado invadir uma base aérea e uma usina de energia na mesma cidade, porém não obtiveram sucesso. Esse local tem sido um campo de guerra para tropas do governo e os radicais terroristas.

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Um dos maiores sequestros que o grupo realizou aconteceu no início de janeiro deste ano, também na Síria, na região Leste. O grupo invadiu a cidade de Deir Ezzor, sequestrou 400 pessoas (havia crianças e mulheres entre os raptados). As vítimas foram levadas para regiões que estavam sob domínio do grupo, zonas próximas ao bairro que foi atacado. No ataque à cidade de Deir Ezzor, o grupo deixou 135 pessoas mortas.

Perdas do ISIS

Talvez o sequestro seja um sinal de que o grupo está tendo perdas significativas, principalmente perdas em relação à terras e combatentes.

No final do mês de março, o grupo perdeu a cidade de Palmira, na Síria, quando tropas do governo forçaram a saída do grupo da cidade. A cidade, que tinha traços da cultura persa, romana, entre outras, foi praticamente toda destruída.

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Nas fotos de um fotógrafo da revista “Times” é possível ver corpos, roupas e materiais utilizado pelos militantes do grupo terrorista.

Um ex-combatente do grupo radical disse, em entrevista a um jornal de grande circulação no Brasil, que o grupo estaria passando por uma “crise” e, desde o ano passado, havia cortado salários de alguns combatentes.

É sabido que a principal fonte de renda do grupo é o tráfico de petróleo. Além disso, o grupo cobra impostos e multas de moradores das cidades que conseguem invadir e dominar. Autoridades políticas acusam a Turquia de se omitir e deixar militantes utilizar as fronteiras do país para comercializar petróleo. #Terrorismo #Estado Islâmico #Ataque Terrorista