O grupo Estado Islâmico sequestrou 300 trabalhadores de uma fábrica de cimento em Al Badiya, após invasão de Al Dumair, na quarta-feira, 6. De acordo com o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, os civis estavam na região quando foram surpreendidos por uma ofensiva executada pelos jihadistas. O Observatório ainda diz que as negociações só foram possíveis porque contaram com a ajuda de personalidades locais.

Na quinta, 7, foi constatado que houve fuga de 140 reféns que estavam sobre o domínio dos extremistas, porém, informações apontam que entre os capturados estavam soldados do regime de Bashar al-Assad que faziam a segurança da região e seguem em poder dos jihadistas, ainda sem confirmação de que estão vivos.

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Não houve ainda confirmação oficial da libertação. A agência estatal de notícias "Sana" afirma que são 300 trabalhadores sequestrados e não 170 como afirmou o Observatório Sírio.

A cidade de Al Dumair possui inúmeros quartéis abandonados e serve de base para forças leais ao ditador Bashar al-Assad e do outro lado, o #Estado Islâmico. Há ainda a presença de grupos do Exército Sírio Livre, que lutam simultaneamente com as forças de Assad e contra os terroristas.

Os conflitos começaram de forma brutal na terça, quando uma ofensiva esmagadora do Estado Islâmico expulsou as forças governamentais da cidade, especialmente do aeroporto militar da região.

Já foram confirmadas as baixas do conflito, que totalizam 20 militares do regime, entre eles três oficiais de alta patente. Trinta e cinco jihadistas morreram nos enfrentamentos, devido aos bombardeios da artilharia e da aviação das forças governamentais. 

O comandante de um dos regimentos do Exército Livre Sírio, general Khaled Lahbus, afirmou à Agência Efe que a ofensiva do Daesh em Al Dumair poderia prejudicar as facções dos rebeldes situadas no oeste e leste do local.

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O aeroporto militar da região é de extrema importância, pois somente este é responsável pela cobertura aérea de Damasco e da aviação civil.

Atualmente vigora um cessar-fogo na Síria, mas já foram constatados inúmeros episódios de violação do pacto. #Terrorismo #Ataque Terrorista