José Rodrigues, de 55 anos, trabalhou vários anos na França mas agora, sem trabalho há já algum tempo, foi obrigado a viver na rua quando tem a certeza que tinha direitos a apoios sociais, depois de ter descontado durante muito tempo para o Estado francês. Tal como informa o “Jornal de Notícias”, completamente desesperado e com quatro filhos, o imigrante português decidiu, desde 5 de abril, iniciar uma greve de fome para que, de uma vez por todas a sua situação seja ouvida. No entanto, José Rodrigues está já em um hospital local, podendo estar em claro risco de vida por causa de uma injustiça social grave e assassina.

A crise de 2008 afetou a maioria dos países europeus gravemente e a França foi uma das principais vítimas dos excessos cometidos pela economia mundial nas últimas décadas.

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Com enormes comunidades imigrantes, tais como a portuguesa e a brasileira, o país iniciou um enorme corte nos apoios que anteriormente assegurava aos imigrantes, colocando muitos deles na miséria.

Foi precisamente isso que aconteceu com José Rodrigues que saiu de Portugal em 2005 e, depois de vários anos em que o trabalho não faltou e que até abriu a sua própria empresa, a verdade é que há já algum tempo o português foi obrigado a viver na rua, por não ter qualquer tipo de rendimento nem trabalho. Contudo, e tal como assegurou ao “Jornal de Notícias”, José Rodrigues garante que, segundo as normas da União Europeia e do Estado francês, tem direito a receber apoios sociais e que, por isso mesmo, está farto de viver na rua e que prefere continuar a sua greve de fome, que começa sendo muito perigosa, a voltar para a vida que tinha.

José Rodrigues garante que sempre cumpriu com os seus deveres fiscais e que, por isso mesmo, tendo trabalhado durante mais de quatro meses em território francês, já merece ter o apoio mínimo dado pelo Estado.

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Nas redes sociais, muitos imigrantes portugueses residentes na França garantem que o corte dos apoios é algo que está afectando milhares de portugueses, colocando cada vez mais pessoas abaixo do limiar de pobreza, algo que vai contra as normas da União Europeia, mas que o estado atual da economia parece não conseguir evitar. #Europa #Emigração